Previsão de chuvas e influência do El Niño podem reduzir o ritmo de queda dos reservatórios ao longo dos próximos meses, segundo especialistas.
O Sistema Produtor Alto Tietê (SPAT) deverá atravessar o inverno de 2026 sem registrar quedas acentuadas em seus reservatórios. A avaliação é da Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), que afirma que os níveis atuais não indicam risco de crise no abastecimento.
O inverno começou oficialmente neste domingo (21), às 5h24, e se estenderá até 22 de setembro. Tradicionalmente, a estação é marcada pela redução das chuvas, fator que normalmente diminui a reposição de água nos mananciais.
Apesar do período seco, especialistas avaliam que o sistema deve apresentar comportamento mais estável em comparação com o registrado em 2025.
Inverno costuma reduzir volume dos reservatórios
Durante os meses de inverno, as precipitações se tornam menos frequentes em grande parte do estado de São Paulo.
Essa redução das chuvas diminui a quantidade de água que chega aos reservatórios e exige monitoramento constante dos sistemas de abastecimento.
Em 2025, a situação foi mais preocupante. Ao longo da estação, o volume útil das represas do Alto Tietê caiu mais de 20%, aproximando os níveis dos observados durante a crise hídrica de 2014.
Durante todo o inverno do ano passado, o sistema registrou apenas sete dias com chuvas superiores a um milímetro.
El Niño pode ajudar a reduzir ritmo de queda
Segundo a Sabesp, o acompanhamento dos reservatórios se torna ainda mais importante em períodos influenciados por fenômenos climáticos.
O El Niño, que apresenta previsão de intensificação nos próximos meses, pode modificar o comportamento das chuvas e contribuir para uma redução mais lenta dos níveis de armazenamento.
De acordo com os especialistas, esse cenário climático poderá favorecer uma maior estabilidade dos reservatórios em comparação ao ano anterior.
A expectativa é que o sistema apresente uma queda menos acentuada ao longo de 2026.
SP Águas mantém monitoramento constante
A Agência de Águas do Estado de São Paulo informou que o monitoramento do Sistema Alto Tietê ocorre de forma permanente.
Os técnicos acompanham os indicadores de armazenamento e seguem os critérios estabelecidos pelo Protocolo de Escassez Hídrica do Estado de São Paulo.
Segundo o órgão, os principais desafios do inverno continuam sendo a menor ocorrência de chuvas e a redução da vazão que chega aos reservatórios.
Mesmo assim, os níveis atuais são considerados seguros.
Chuvas de frentes frias ajudam reservatórios
Embora o inverno seja a estação mais seca do ano, as frentes frias que avançam pelo estado costumam provocar episódios de chuva.
Essas precipitações são menos volumosas do que as registradas no verão, mas desempenham papel importante na manutenção dos mananciais.
As chuvas associadas às frentes frias ajudam a diminuir o ritmo de queda dos reservatórios e contribuem para a estabilidade do sistema.
A previsão para os próximos meses indica que essas ocorrências poderão ajudar a manter os níveis do Alto Tietê em patamares considerados adequados.
Sistema Alto Tietê não apresenta risco imediato
Segundo a avaliação dos especialistas, o SPAT deve permanecer estável ao longo do inverno, desde que as condições climáticas permaneçam dentro do esperado.
Não há, neste momento, indicativos de uma queda expressiva dos reservatórios ou risco imediato para o abastecimento das cidades atendidas pelo sistema.
O comportamento das chuvas e a atuação do El Niño continuarão sendo acompanhados pelas autoridades ao longo da estação.
A combinação entre monitoramento constante e condições climáticas mais favoráveis pode evitar a repetição do cenário observado em 2025.








































































































