Seleção Brasileira encerra sua participação na fase de grupos nesta quarta-feira (24), em Miami, de olho na primeira colocação da chave e na definição do adversário na próxima fase do Mundial.
Brasil entra em campo para confirmar liderança e embalar rumo ao mata-mata
A Seleção Brasileira volta a campo nesta quarta-feira (24) para disputar sua última partida pela fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. O adversário será a Escócia, em duelo marcado para as 19h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, nos Estados Unidos.
Líder do Grupo C pelo saldo de gols, o Brasil chega à rodada decisiva dependendo apenas de suas próprias forças para avançar ao mata-mata na primeira colocação. A equipe comandada por Carlo Ancelotti soma quatro pontos, mesma pontuação do Marrocos, mas leva vantagem nos critérios de desempate.
Uma vitória sobre os escoceses deixará a Amarelinha muito próxima da liderança definitiva da chave. Ao mesmo tempo, Marrocos enfrenta o Haiti em Atlanta, em confronto que também terá influência direta na classificação final do grupo.
A definição da posição é considerada estratégica para os planos brasileiros na competição, já que pode determinar um caminho mais favorável nas fases eliminatórias.
Adversário das fases eliminatórias promete alto grau de dificuldade
Mesmo que termine na liderança do Grupo C, o Brasil dificilmente terá vida fácil nos 16 avos de final.
O cruzamento coloca os classificados da chave diante das equipes do Grupo F, formado por Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. Tanto holandeses quanto japoneses vêm apresentando campanhas consistentes e aparecem como candidatos a avançar às fases mais agudas do torneio.
A Suécia também surge como uma possível ameaça caso consiga surpreender na rodada decisiva e garantir uma posição privilegiada no grupo.
Independentemente da colocação final, a Seleção Brasileira sabe que o nível de exigência aumentará significativamente a partir da próxima fase.
Neymar retorna e deve ganhar minutos pela primeira vez na Copa
A principal novidade brasileira para o confronto é o retorno de Neymar.
Recuperado de uma lesão na panturrilha direita, o camisa 10 voltou a treinar normalmente durante a semana e foi confirmado por Carlo Ancelotti entre os relacionados para a partida.
O atacante não entra em campo desde o dia 17 de maio e, por conta do período de inatividade, a tendência é que sua participação seja gradual.
Durante entrevista coletiva, Ancelotti destacou a importância do retorno do craque.
“Neymar está disponível. Treinou bem durante a semana e pode ajudar muito a equipe com sua qualidade”, afirmou o treinador italiano.
Nas redes sociais, torcedores brasileiros transformaram a quarta-feira em um verdadeiro “NeyDay”, celebrando a volta do principal camisa 10 da Seleção nos últimos anos.

Lesão de Raphinha abre disputa por vaga no ataque
Se Neymar retorna, Raphinha é a principal ausência brasileira.
O atacante sofreu uma lesão na parte posterior da coxa direita e ficou fora dos treinamentos que antecederam a partida. Com isso, Carlo Ancelotti precisou buscar alternativas para recompor o setor ofensivo.
O favorito para assumir a vaga é Rayan, jovem revelação que agradou ao treinador após entrar bem durante a vitória sobre o Haiti.
Luiz Henrique também aparece como opção para a posição, enquanto Gabriel Martinelli surge como alternativa mais improvisada pelo lado direito do ataque.
Ancelotti elogiou o desempenho de Rayan e indicou confiança no atleta.
“Quando entrou, fez um bom jogo. Tem muito potencial e pode oferecer amplitude ao nosso sistema ofensivo”, explicou o comandante.
Casemiro e Douglas Santos podem ser preservados
Outro tema que gera atenção na comissão técnica envolve os jogadores pendurados.
O volante Casemiro e o lateral-esquerdo Douglas Santos possuem cartão amarelo e correm risco de suspensão para o primeiro compromisso eliminatório caso sejam advertidos novamente diante da Escócia.
Embora Ancelotti tenha sinalizado que pretende utilizar força máxima, existe a possibilidade de preservação de ambos. Nesse cenário, Fabinho e Alex Sandro aparecem como substitutos naturais.
A decisão definitiva deverá ser conhecida apenas momentos antes da partida.
Escócia ainda sonha com classificação
A seleção escocesa chega à rodada final ocupando a terceira colocação do Grupo C, com três pontos conquistados.
Na estreia, a equipe derrotou o Haiti por 1 a 0. Já na segunda rodada, acabou superada pelo Marrocos pelo mesmo placar.
Apesar da situação mais complicada, os europeus ainda possuem chances matemáticas de avançar e entram em campo precisando de um resultado positivo diante dos brasileiros.
Durante a coletiva pré-jogo, Carlo Ancelotti alertou para as características do adversário.
Segundo o treinador, a Escócia é uma equipe fisicamente forte, organizada defensivamente e que explora com frequência cruzamentos e bolas longas.

Retrospecto favorece amplamente a Seleção Brasileira
Brasil e Escócia já se enfrentaram dez vezes ao longo da história.
O retrospecto é amplamente favorável à Seleção Brasileira, que soma oito vitórias e dois empates.
Em Copas do Mundo, os países se encontraram quatro vezes:
Brasil 2 x 1 Escócia – Copa de 1998
Brasil 1 x 0 Escócia – Copa de 1990
Brasil 4 x 1 Escócia – Copa de 1982
Brasil 0 x 0 Escócia – Copa de 1974
O confronto mais recente aconteceu em 2011, quando o Brasil venceu por 2 a 0 em amistoso disputado em Londres, com dois gols de Neymar.
Onde assistir Brasil x Escócia
A partida terá ampla cobertura para os torcedores brasileiros.
O confronto será transmitido pela Globo e pelo SBT na TV aberta.
Na televisão por assinatura, a exibição ficará por conta do SporTV e da N Sports.
Também haverá transmissão pela Ge TV, via Globoplay, além da CazéTV no YouTube.
Data: 24 de junho de 2026
Horário: 19h (de Brasília)
Local: Hard Rock Stadium, Miami, Estados Unidos
Prováveis escalações
Brasil
Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos (Alex Sandro); Bruno Guimarães, Casemiro (Fabinho) e Lucas Paquetá; Rayan (Luiz Henrique), Matheus Cunha e Vini Jr.
Técnico: Carlo Ancelotti

Escócia
Gunn; Patterson, Hanley, Hendry e Robertson; Christie, Ferguson, McTominay, McGinn e Ben Doak; Che Adams.
Técnico: Steve Clarke
Brasil quer encerrar fase de grupos com confiança
Além da busca pela liderança do Grupo C, o duelo contra a Escócia representa uma oportunidade para a Seleção Brasileira consolidar o trabalho desenvolvido por Carlo Ancelotti neste início de Mundial.
Após a vitória na estreia e a boa atuação diante do Haiti, a equipe tenta apresentar evolução coletiva justamente antes do início da fase eliminatória.
Com Neymar novamente à disposição, Vini Jr. em boa fase e Matheus Cunha dividindo a artilharia da equipe na competição, a expectativa é de mais uma noite de protagonismo brasileiro em Miami.
A partir desta quarta-feira, cada partida passa a ter caráter decisivo. E o Brasil quer iniciar essa nova etapa da Copa do Mundo com a liderança do grupo e a confiança em alta.








































































































