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Flávio Bolsonaro promete reaproximar Brasil de Israel e diz que transferirá embaixada para Jerusalém se eleito

Durante evento na Argentina, senador e pré-candidato à Presidência criticou a política externa do governo Lula, chamou o presidente de “antissemita” e afirmou que pretende aderir aos Acordos de Abraão caso vença a eleição de 2026.


Flávio Bolsonaro defende mudança na política externa brasileira

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende promover uma reaproximação entre Brasil e Israel caso seja eleito presidente da República em 2026. A declaração foi feita durante um evento realizado em Buenos Aires, na Argentina, onde o parlamentar apresentou propostas para a política externa de um eventual governo.

Em discurso, Flávio declarou que pretende restabelecer plenamente as relações diplomáticas entre os dois países e anunciou que uma de suas primeiras medidas seria transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, decisão que já havia sido defendida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas que nunca foi implementada.

Segundo o senador, a mudança representaria um novo posicionamento diplomático do Brasil no Oriente Médio.

“O Brasil deixará de ser um vetor de instabilidade para tornar-se um vetor de paz e de alianças entre nações amigas”, afirmou.


Senador faz críticas ao governo Lula

Durante o discurso, Flávio Bolsonaro também fez críticas à condução da política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O parlamentar afirmou que o Brasil vive um enfraquecimento das relações diplomáticas com Israel e declarou que o governo brasileiro mantém relações consideradas normais com países que, segundo ele, possuem regimes autoritários.

Na fala, Flávio classificou Lula como “antissemita”, ao comentar as declarações do presidente sobre a guerra na Faixa de Gaza e a crise diplomática entre Brasília e Tel Aviv.

A declaração ocorre em um contexto de desgaste nas relações entre os dois países desde 2024, quando Lula foi declarado persona non grata pelo governo israelense após críticas à atuação militar de Israel no conflito em Gaza. Desde então, o Brasil permanece sem embaixador em Israel.


Transferência da embaixada volta ao debate

Uma das principais propostas apresentadas por Flávio Bolsonaro foi a transferência da embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém.

A medida é defendida por setores da direita brasileira e também por parte do eleitorado evangélico, que considera Jerusalém um local de grande importância religiosa.

A mudança, porém, representa um tema sensível nas relações internacionais, já que o status de Jerusalém permanece objeto de disputa entre israelenses e palestinos e não é reconhecido da mesma forma por toda a comunidade internacional.

Durante o governo Jair Bolsonaro, a transferência chegou a ser anunciada como intenção, mas acabou não sendo concretizada.


Flávio promete aderir aos Acordos de Abraão

Outra proposta apresentada pelo senador foi a adesão do Brasil aos Acordos de Abraão, iniciativa diplomática criada para promover a normalização das relações entre Israel e diversos países árabes.

Os acordos foram mediados pelos Estados Unidos durante o governo do então presidente Donald Trump e resultaram na retomada de relações diplomáticas entre Israel e nações como Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão.

Segundo Flávio Bolsonaro, a participação brasileira fortaleceria o papel do país na construção de alianças internacionais.


Combate ao terrorismo será prioridade, diz senador

No evento, o pré-candidato também afirmou que pretende fazer do combate ao terrorismo, ao antissemitismo e ao narcotráfico alguns dos principais pilares de um eventual governo.

Segundo Flávio, a política externa brasileira deverá buscar maior aproximação com países considerados aliados estratégicos e reforçar acordos internacionais voltados à segurança e à cooperação diplomática.

As declarações integram a agenda internacional do senador, que tem intensificado viagens e encontros políticos no exterior enquanto se posiciona como um dos possíveis candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026.

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