Ministro confirmou que deixará o cargo na próxima semana e secretário-executivo Dario Durigan é o favorito para assumir a pasta
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, retornou a Brasília na manhã desta terça-feira (10) para cumprir os últimos compromissos à frente do Ministério da Fazenda antes de deixar o cargo. A saída do ministro deve ocorrer na próxima semana, dando início ao processo de transição dentro da equipe econômica do governo federal.
A expectativa no governo é que o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, seja indicado como sucessor no comando do ministério, embora a decisão final dependa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Mudanças internas devem ocorrer na equipe econômica
Com a saída de Haddad, o Ministério da Fazenda deve passar por uma reorganização interna nos principais cargos da equipe econômica.
O cenário mais provável prevê que Dario Durigan, atualmente número dois da pasta, assuma o comando do ministério. Já o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, pode ser promovido para o cargo de secretário-executivo, tornando-se o novo braço direito do ministro.
Essa movimentação é vista dentro do governo como uma forma de garantir continuidade às políticas econômicas adotadas nos últimos anos, mantendo integrantes que já participam da formulação das medidas da equipe econômica.
Possível candidatura ao governo de São Paulo
A saída de Haddad do ministério ocorre em meio às articulações políticas para as eleições de 2026. O nome do ministro é considerado um dos favoritos do Partido dos Trabalhadores (PT) para disputar o governo de São Paulo.
Levantamento recente do instituto Datafolha aponta Haddad com 31% das intenções de voto, atrás do atual governador Tarcísio de Freitas, que aparece com 44%. A definição sobre a candidatura, porém, ainda não foi oficialmente confirmada.
A legislação eleitoral brasileira exige que ocupantes de cargos no Executivo deixem suas funções meses antes das eleições, caso decidam disputar cargos eletivos.
Projetos da gestão Haddad devem continuar
Mesmo com a mudança no comando da pasta, algumas agendas estruturais iniciadas durante a gestão de Haddad devem ter continuidade.
Uma delas é a implementação do modelo regulatório conhecido como “twin peaks”, que prevê mudanças na estrutura de supervisão do sistema financeiro brasileiro, envolvendo instituições como o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários.
Outra proposta em discussão no governo é a reforma da folha de pagamentos, considerada por Haddad uma das próximas grandes agendas econômicas da atual administração.
Estudos sobre tarifa zero no transporte público
Além das reformas econômicas, o Ministério da Fazenda também conduz estudos sobre a viabilidade da tarifa zero no transporte público em todo o país.
Segundo integrantes do governo, a pasta deverá entregar análises técnicas e projeções financeiras ao Palácio do Planalto, que pretende discutir o tema com o Congresso Nacional ainda este ano.
Apesar disso, a implementação da medida depende de decisão política e da aprovação de propostas legislativas, já que o papel da Fazenda é apenas subsidiar o debate com estudos de impacto e viabilidade.
A saída de Haddad marca uma nova etapa na condução da política econômica do governo, ao mesmo tempo em que abre espaço para rearranjos políticos e eleitorais com a aproximação das eleições de 2026.





















