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Empresário é condenado a 27 anos de prisão por matar idoso com “voadora” em Santos

Crime ocorreu em via pública no litoral de São Paulo e chocou o país pela brutalidade


O empresário Tiago Gomes de Souza foi condenado a 27 anos de prisão em regime fechado pela morte do idoso César Fine Torresi, de 77 anos, após uma agressão violenta registrada em Santos, no litoral de São Paulo. O julgamento foi concluído na madrugada desta quarta-feira, no Fórum da Barra Funda, na capital paulista.

O réu foi considerado culpado por homicídio qualificado, por motivo fútil e por ter utilizado recurso que impossibilitou a defesa da vítima.


Crime aconteceu após desentendimento no trânsito

Idoso atravessava a rua com o neto quando foi atacado

O crime ocorreu no dia 8 de junho de 2024, na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida. Segundo a apuração, César atravessava a via com o neto, de 11 anos, por entre os carros parados no trânsito.

Nesse momento, Tiago freou bruscamente o veículo. O idoso se apoiou no capô e, em seguida, o empresário desceu do carro e desferiu um chute no peito da vítima, conhecido como “voadora”.

César caiu para trás, bateu a cabeça no asfalto e ficou desacordado.


Vítima morreu após paradas cardíacas

Idoso chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos

Após a agressão, o idoso foi atendido por equipes de resgate e encaminhado a uma unidade de saúde. Ele foi entubado, sofreu três paradas cardíacas e morreu horas depois.

Exames apontaram que a morte foi causada por traumatismo cranioencefálico, além de um edema na região do coração, provocado pela força do chute.


Júri rejeita tese da defesa e condena empresário

Pedido de desclassificação do crime foi negado pelos jurados

Durante o julgamento, a defesa tentou desclassificar o crime para lesão corporal seguida de morte, alegando que não houve intenção de matar. A tese, no entanto, foi rejeitada pelos jurados.

O Conselho de Sentença entendeu que o crime foi cometido por motivo fútil e de forma a impedir qualquer reação da vítima, confirmando a acusação de homicídio qualificado.

A pena foi agravada em um terço por se tratar de um crime cometido contra uma pessoa com mais de 60 anos.


Justiça fixa indenização à família da vítima

Valor mínimo de 300 mil reais foi estabelecido


Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenização mínima de 300 mil reais aos familiares de César Fine Torresi, como reparação pelos danos causados.

A defesa do empresário informou que recorreu da sentença, alegando que a decisão contrariou as provas apresentadas durante o processo.


Caso gerou comoção e revolta

Agressão foi registrada por câmeras de segurança

O caso causou forte comoção social e ganhou repercussão nacional após a divulgação das imagens de câmeras de monitoramento, que registraram o momento da agressão.

Durante a reconstituição do crime, realizada dias após o ocorrido, o empresário chorou, se ajoelhou e pediu desculpas, enquanto dezenas de pessoas acompanharam o procedimento e pediram justiça.


Histórico e desdobramentos judiciais

Empresário já havia se envolvido em confusões anteriores

As investigações apontaram que Tiago já havia se envolvido em outras ocorrências policiais. Em 2021, ele foi detido após uma discussão com policiais em Santos.

O processo criminal avançou com a manutenção da prisão preventiva, a confirmação do júri popular em segunda instância e, posteriormente, a condenação. Paralelamente, a família da vítima também obteve decisão favorável em ação cível por danos morais.

O filho de César informou que pretende destinar o valor da indenização para custear despesas médicas do próprio filho, que presenciou a agressão.