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Investigação apura desvios estruturados no São Paulo e amplia crise no Morumbi

Polícia investiga movimentações financeiras suspeitas enquanto conselho decide futuro do presidente Julio Casares


Crise institucional no São Paulo

O São Paulo Futebol Clube vive um momento delicado fora de campo. Uma investigação da Polícia Civil apura a existência de desvios estruturados e sistemáticos dentro do clube, ao mesmo tempo em que o conselho se prepara para votar o impeachment do presidente Julio Casares, previsto para esta semana.

A apuração teve início após uma denúncia anônima, que resultou na abertura de um inquérito para analisar possíveis irregularidades financeiras.


Saques em dinheiro chamam atenção da polícia

A investigação aponta a realização de 35 saques em espécie entre 2021 e 2025, totalizando cerca de R$ 11 milhões. Os primeiros saques, que somam R$ 600 mil, teriam sido feitos por um ex-funcionário do clube.

Posteriormente, as retiradas passaram a ser feitas por meio de empresas de transporte de valores, diretamente na boca do caixa, com o dinheiro sendo encaminhado à tesouraria do clube.


Ano de maior movimentação financeira

Segundo o inquérito, o ano de 2024 concentrou a maior parte das retiradas, com 11 saques que somaram R$ 5,2 milhões. Já em 2025, foram identificados mais cinco saques, que totalizaram R$ 1,7 milhão.

Para os investigadores, o uso de carros-fortes dificulta o rastreamento e levanta questionamentos sobre a destinação final dos recursos.


Dirigentes citados na investigação

Um dos nomes citados é Nelson Marques Ferreira, que atuou como diretor-adjunto entre 2021 e 2024. De acordo com a polícia, ele teria criado diversas franquias e empresas no período, o que chamou a atenção dos investigadores.

O foco agora é identificar quem recebeu os valores e como o dinheiro foi utilizado.


Movimentações pessoais entram na apuração

Além das contas do clube, a investigação também analisa uma conta conjunta de Julio Casares com a ex-esposa, Mara Casares. Relatórios indicam cerca de R$ 1,5 milhão em depósitos em espécie entre 2023 e 2025.

A defesa afirma que não há ligação entre esses valores e os saques do São Paulo, alegando que os recursos têm origem comprovada.


Outras denúncias agravam o cenário

A crise se soma à apuração sobre um esquema de venda clandestina de camarotes no estádio do Morumbi durante grandes eventos. Mara Casares se afastou do cargo de diretora de eventos após a divulgação de áudios relacionados ao caso.

As defesas dos envolvidos alegam divulgação fora de contexto e falam em julgamento antecipado.


Clube se posiciona e decisão se aproxima

O São Paulo afirma que não é alvo da investigação e sustenta que os valores sacados em espécie são regularmente contabilizados, sendo utilizados para despesas operacionais, como arbitragem, alimentação e logística.

Enquanto as investigações avançam, o clube se aproxima de uma decisão crucial, que pode definir os rumos da atual gestão e o futuro político do Tricolor.

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