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Juiz é libertado de cativeiro em São Paulo após operação policial e cinco suspeitos são presos

Magistrado do Tribunal de Impostos e Taxas foi sequestrado em área nobre da capital, conseguiu avisar o companheiro e acabou resgatado em ação conjunta da Polícia Civil


Resgate ocorreu na manhã desta terça-feira

A Polícia Civil de São Paulo libertou, na manhã desta terça-feira, um juiz do Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) que havia sido mantido em cativeiro após um sequestro ocorrido no fim de semana. A ação policial resultou na prisão de cinco suspeitos, envolvidos diretamente no crime.

A vítima é o juiz e auditor fiscal Samuel de Oliveira Magro, integrante do TIT, órgão ligado à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz). Ele havia sido levado pelos criminosos na noite de domingo, enquanto transitava pela Avenida Rebouças, nas proximidades da Rua Oscar Freire, uma das regiões mais valorizadas da Zona Oeste da capital paulista.


Como ocorreu o sequestro

De acordo com as informações apuradas pela polícia, Samuel de Oliveira Magro foi abordado pelos sequestradores quando estava em seu veículo. Após a ação criminosa, ele foi levado para um cativeiro localizado na divisa entre São Paulo e Osasco, na Região Metropolitana.

O magistrado ficou sob poder dos criminosos por horas, enquanto familiares e pessoas próximas ainda não tinham confirmação do que havia acontecido. O veículo conduzido por ele no momento do sequestro ainda não havia sido localizado até a conclusão da operação.


Palavra-chave foi decisiva para o resgate

O caso teve uma reviravolta decisiva após o juiz conseguir entrar em contato com o companheiro, identificado como Paulo, e utilizar uma palavra-chave previamente combinada entre os dois. O código indicava claramente que Samuel estava em situação de perigo e havia sido sequestrado.

A partir desse contato, a polícia foi imediatamente acionada. Paulo também relatou às autoridades um fato considerado suspeito: o síndico do prédio onde o juiz mora recebeu uma mensagem autorizando a entrada no apartamento para uma suposta vistoria, algo que não fazia parte da rotina da vítima. A principal suspeita é de que a mensagem tenha sido enviada sob coação.

Mesmo assim, não foram encontrados sinais de arrombamento no imóvel.


Operação policial e libertação do juiz

A ação de resgate foi conduzida por agentes da 2ª Delegacia Antissequestro (DAS), vinculada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE), com apoio do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).

Após trabalho de inteligência e monitoramento, os policiais localizaram o cativeiro e conseguiram libertar o juiz sem que ele sofresse ferimentos graves, segundo as informações iniciais. A operação também resultou na prisão de cinco pessoas, suspeitas de participação direta no sequestro.


Quem são os presos

Durante a ação, a polícia prendeu cinco suspeitos, que foram encaminhados à Delegacia Antissequestro, localizada no prédio do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), no Centro de São Paulo.

Os investigados serão interrogados e devem responder por crimes como sequestro, cárcere privado e outros delitos que podem surgir ao longo da apuração. A polícia também investiga se o grupo tem ligação com outros sequestros ou crimes semelhantes ocorridos na região metropolitana.


Importância do Tribunal de Impostos e Taxas

O Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) é um órgão responsável por julgar processos administrativos tributários no estado de São Paulo. Ele é composto por representantes da Fazenda estadual e por juízes representantes dos contribuintes, desempenhando papel relevante em disputas fiscais de alto valor.

A atuação do magistrado nesse órgão reforça a gravidade do caso e levanta a hipótese de que o crime possa ter sido planejado, o que ainda será apurado pela Polícia Civil.


Investigação segue em andamento

Apesar da libertação da vítima e das prisões realizadas, a Polícia Civil informou que as investigações continuam. O objetivo agora é esclarecer a motivação do sequestro, identificar se houve mandantes, além de localizar o veículo utilizado pelo juiz no momento da abordagem.

O estado de saúde de Samuel de Oliveira Magro não foi detalhado, mas ele passa por avaliação médica e deve prestar depoimento nos próximos dias.


Caso reforça alerta para crimes de sequestro

O episódio reacende o alerta das autoridades para a atuação de quadrilhas especializadas em sequestros, inclusive em áreas nobres da capital paulista. A polícia reforça a importância de medidas de segurança pessoal, além da utilização de palavras-chave entre familiares, que podem ser decisivas em situações de emergência.

A rápida comunicação e a ação integrada das forças de segurança foram determinantes para o desfecho sem vítimas fatais, encerrando o caso com a libertação do juiz e a prisão dos envolvidos.

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