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PM acha mais um corpo em SP e total de casos investigados chega a 17

Vítima foi localizada no Rio Pequeno, na zona oeste da capital, com indícios de tortura; autoridades afirmam que não há evidências de um mesmo autor nos crimes investigados na cidade.


A Polícia Militar encontrou o corpo de uma pessoa ainda não identificada nesta quinta-feira (22), na Rua Paulo da Silva, no Rio Pequeno, na zona oeste de São Paulo. A vítima estava com as mãos amarradas e um saco plástico preto na cabeça, além de apresentar indícios de tortura.

Com a nova ocorrência, chegou a 17 o número de corpos encontrados na capital paulista e na Grande São Paulo no conjunto de casos que chamou a atenção por características semelhantes. As circunstâncias da morte e a identidade da vítima mais recente ainda precisam ser esclarecidas.

Apesar da repercussão das ocorrências, integrantes da cúpula da Segurança Pública paulista reiteraram nesta quinta-feira que não há, até o momento, indícios de que os crimes investigados na capital tenham sido cometidos pela mesma pessoa.


Vítima foi encontrada em uma rua da zona oeste

O corpo foi localizado na Rua Paulo da Silva, no bairro do Rio Pequeno. Segundo a Polícia Militar, a vítima apresentava sinais que indicam possível tortura e estava com as mãos presas.

A presença do saco preto na cabeça e as condições em que o corpo foi encontrado integram os elementos que deverão ser analisados na investigação. A causa da morte ainda não foi esclarecida nas informações divulgadas sobre a ocorrência.

A identificação da vítima também permanece pendente. Esse procedimento será necessário para estabelecer seu histórico e ajudar a reconstruir as circunstâncias anteriores à localização do corpo.

Até o momento, as informações disponíveis não permitem apontar a motivação do crime nem identificar quem participou da morte ou do abandono do corpo.


Capital e Grande São Paulo somam 17 ocorrências

Antes da localização no Rio Pequeno, haviam sido contabilizados 13 casos na capital paulista e três na Grande São Paulo. A nova ocorrência elevou o total para 17, sendo 14 na cidade de São Paulo e três em municípios da região metropolitana.

Os 13 casos anteriores registrados na capital estão sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). As três ocorrências da Grande São Paulo são investigadas pelas delegacias dos respectivos municípios.

O número reúne episódios que passaram a receber atenção pública pelas semelhanças nas condições em que as vítimas foram encontradas. Essa contagem, no entanto, não representa a confirmação de uma ligação entre todos os crimes.

A apuração deverá esclarecer as circunstâncias de cada morte e verificar se existem elementos que permitam relacionar alguma das ocorrências.


Autoridades dizem não haver indícios de um mesmo autor

A sequência de descobertas ganhou repercussão diante da hipótese de atuação de um assassino em série. A possibilidade, porém, não foi confirmada pelas autoridades responsáveis pelas investigações.

Nesta quinta-feira, integrantes da cúpula da Segurança Pública de São Paulo voltaram a afirmar que os elementos reunidos até agora não indicam que os crimes investigados na capital tenham sido praticados pela mesma pessoa.

A declaração delimita o estágio atual da apuração. Embora existam características semelhantes entre os episódios, não há autoria comum estabelecida para o conjunto de mortes.

Também não foram apresentados, nas informações divulgadas, elementos que permitam atribuir todos os casos a um mesmo grupo ou a uma única motivação. Essas conclusões dependem do avanço das investigações.


Treze vítimas dos casos anteriores na capital foram identificadas

As 13 vítimas das ocorrências anteriores registradas na cidade de São Paulo já foram identificadas. Desse total, quatro não tinham antecedentes criminais.

Esse levantamento se refere aos casos anteriores da capital. A pessoa encontrada no Rio Pequeno nesta quinta-feira ainda não havia sido identificada nas informações disponíveis sobre a ocorrência.

A existência ou ausência de antecedentes, isoladamente, não esclarece a motivação de uma morte nem estabelece ligação com outros crimes. O histórico de cada vítima precisa ser analisado em conjunto com as demais evidências.

No caso mais recente, a identificação e o esclarecimento das circunstâncias da morte estão entre as questões ainda pendentes. Enquanto as apurações prosseguem, a posição divulgada pelas autoridades é de que não há indícios de um mesmo responsável pelos crimes investigados na capital paulista.