Alta foi registrada principalmente na segunda quinzena de outubro. Hospitais particulares contabilizaram mais resultados positivos, enquanto dados estaduais apontam aumento de casos graves. Apesar do cenário, incidência permanece baixa em grande parte do país.
A Covid-19 voltou a apresentar sinais de crescimento na cidade de São Paulo. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP), levantamentos de hospitais particulares e o mais recente boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam aumento da circulação do coronavírus nas últimas semanas, especialmente na segunda quinzena de outubro.
O avanço chama a atenção das autoridades sanitárias, principalmente pelo crescimento dos diagnósticos positivos e dos registros de casos graves da doença. Apesar disso, os indicadores acumulados de 2026 ainda estão abaixo dos números observados no mesmo período do ano passado na capital paulista.
Hospitais registram aumento expressivo de resultados positivos
Dois hospitais da capital registraram crescimento significativo nos diagnósticos de Covid-19 durante outubro.
No Hospital Sírio-Libanês, foram identificados 70 testes positivos para o coronavírus no mês passado, contra 19 em setembro e 12 em agosto. O resultado representa o maior volume mensal registrado pela instituição em 2026, próximo ao observado em fevereiro, quando foram contabilizados 68 casos.
Outro dado que chama a atenção é o aumento da participação do coronavírus entre os agentes respiratórios identificados nos exames realizados pelo hospital. O índice passou de 8% em setembro para 23% em outubro.
No Hospital Santa Catarina – Paulista, a tendência também foi de crescimento. A unidade registrou 98 casos positivos entre pacientes atendidos no pronto-socorro e durante internações em outubro. Em setembro, foram 57 registros e, em agosto, 18.
Os números mostram que a circulação do vírus voltou a ganhar força, exigindo atenção dos serviços de saúde e da população.
Fiocruz identifica aumento de casos graves em São Paulo
O alerta também aparece no boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz em 5 de novembro de 2026.
O levantamento identificou sinais de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à Covid-19 em cinco unidades da Federação: São Paulo, Mato Grosso, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
A Fiocruz ressalta, entretanto, que a incidência de SRAG causada pela Covid-19 permanece em níveis muito baixos na maior parte dessas localidades.
No estado de São Paulo, os dados da Secretaria Estadual da Saúde mostram que, até 31 de outubro, foram contabilizados:
* 1.328 casos de SRAG associados à Covid-19.
* 429 internações em UTIs relacionadas à doença.
A SRAG é uma das principais preocupações das autoridades porque pode provocar complicações respiratórias e exigir hospitalização, especialmente entre pessoas mais vulneráveis
Números de 2026 ainda são menores que os de 2025
Apesar do aumento recente, o cenário acumulado na capital paulista ainda é menos preocupante quando comparado ao ano anterior.
Entre janeiro e 6 de novembro de 2026, São Paulo registrou 348 casos de Covid-19 e 45 mortes.
No mesmo intervalo de 2025, foram contabilizados 1.099 casos e 185 mortes.
Isso significa que, mesmo com a retomada do crescimento nas últimas semanas, os indicadores acumulados continuam significativamente inferiores aos do ano passado.
É importante destacar que os dados representam períodos diferentes de evolução epidemiológica e não eliminam a necessidade de vigilância.
Vacinação continua sendo a principal proteção
Diante do aumento dos diagnósticos, especialistas e autoridades de saúde reforçam que a vacinação continua sendo a principal medida de proteção contra as formas graves da Covid-19, reduzindo o risco de complicações e internações.
Entre os grupos que precisam de atenção especial estão:
* Idosos, especialmente pessoas com 60 anos ou mais;
* Gestantes e puérperas;
* Crianças a partir de 6 meses, conforme o calendário de vacinação;
* Pessoas imunocomprometidas;
* Pessoas com comorbidades;
* Profissionais de saúde e outros grupos contemplados pelas estratégias de imunização.
A orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para verificar a situação vacinal e conferir se há doses pendentes, de acordo com a idade e as condições de saúde.
Quais cuidados a população deve adotar?
Com o aumento da circulação do coronavírus e de outros vírus respiratórios, as recomendações incluem:
* Manter a vacinação contra a Covid-19 atualizada.
* Higienizar frequentemente as mãos com água e sabão ou álcool em gel.
* Cobrir a boca e o nariz com o braço ao tossir ou espirrar.
* Evitar contato próximo com outras pessoas quando apresentar sintomas respiratórios.
* Procurar atendimento médico em caso de sintomas persistentes ou agravamento do quadro.
Pessoas idosas, imunocomprometidas ou com doenças crônicas devem ter atenção redobrada.
Cenário exige atenção, mas não há motivo para pânico
O crescimento dos casos em hospitais e os sinais de aumento das ocorrências graves reforçam a necessidade de acompanhamento epidemiológico.
Embora os números atuais estejam abaixo dos registrados em 2025, a retomada da circulação do vírus serve como alerta para que a população não deixe de lado a prevenção.
A recomendação das autoridades é manter a vacinação em dia, observar os sintomas e procurar orientação médica quando necessário.






































































































































































































































