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Lula defende política fiscal e afirma que ajuste não será pago pelos mais pobres

Durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética, presidente citou previsão de superávit no orçamento de 2027 e criticou cobranças do mercado financeiro.


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (6) que o Brasil mantém responsabilidade na condução das contas públicas e declarou que a população mais pobre não será responsável por arcar com os custos de um ajuste fiscal.

As declarações ocorreram durante uma reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em meio às cobranças pela apresentação de medidas de controle dos gastos públicos e às expectativas sobre a política econômica do próximo mandato.

Ao defender a atuação do governo, Lula mencionou a previsão de superávit no orçamento do próximo ano, comparou o endividamento brasileiro ao de outros países e criticou as exigências de setores do mercado financeiro.

“A única coisa que ele tem que saber é que o pobre não pagará a conta”, afirmou o presidente ao comentar as pressões por mudanças nas contas públicas.


Presidente cita orçamento de 2027 ao defender contas públicas

Lula utilizou a proposta orçamentária do próximo ano como argumento para sustentar que o governo trabalha com controle das finanças.

Segundo o presidente, o orçamento está sendo apresentado com previsão de superávit, situação em que as receitas superam as despesas consideradas no cálculo. A declaração se refere à projeção para o próximo exercício, e não a um resultado já alcançado.

“Nós estamos entregando o orçamento agora com superávit. ‘Ah, não é o que o sistema financeiro quer’, porque ele quer é tudo. Não, é o que a gente pode fazer”, declarou.

O presidente também mencionou os resultados econômicos de seus governos anteriores e afirmou que sua trajetória deve ser considerada na avaliação da política fiscal.


Lula diz que população pobre será preservada de sacrifícios

Ao abordar possíveis medidas de ajuste, Lula afirmou que o controle das contas públicas não deve impor sacrifícios à população de menor renda.

“Nós não levaremos o povo pobre a nenhum sacrifício. E eu tenho comigo a minha história”, disse durante a reunião.

A fala ocorreu em um momento de discussão sobre a compatibilidade entre os compromissos fiscais e a manutenção das políticas sociais. As expectativas para os próximos anos incluem tanto os programas já existentes quanto as propostas apresentadas durante a campanha presidencial.

No discurso, Lula reiterou sua posição sobre quem deve ser preservado de eventuais cortes. As declarações, porém, não detalharam quais despesas seriam reduzidas ou quais medidas integrariam um pacote de ajuste.


Comparação com outros países entrou no discurso

O presidente também comparou a situação fiscal brasileira à de outras economias. Ao questionar as críticas dirigidas ao governo, citou Estados Unidos, França, Japão e Itália.

“Quantos países do mundo têm a seriedade fiscal que nós temos?”, perguntou.

Lula mencionou o peso da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) desses países como parte de sua argumentação. A comparação foi utilizada pelo presidente para contestar avaliações sobre a responsabilidade fiscal de sua administração.

Ele também afirmou que a análise do desempenho atual precisa considerar a situação encontrada no início do mandato.

“Para alguém falar que a gente não tem, as pessoas precisam dizer como é que nós pegamos esse governo. Se as pessoas não disserem como é que nós encontramos esse governo, não tem comparativo”, declarou.


Política econômica do próximo mandato concentra expectativas

As manifestações sobre as contas públicas ocorrem após a reeleição de Lula no segundo turno de 25 de outubro.

Entre os pontos acompanhados pelo mercado estão as medidas previstas para os próximos anos, o financiamento das políticas anunciadas na campanha e a definição de quem comandará o Ministério da Fazenda na próxima administração.

As cobranças envolvem a trajetória dos gastos e da dívida pública, diante dos compromissos assumidos pelo governo.

Durante a reunião do CNPE, Lula respondeu a essas pressões com a defesa do orçamento apresentado e da condução fiscal de sua gestão. O presidente afirmou que o governo fará o que considera possível, ao mesmo tempo em que preservará a população mais pobre dos efeitos do ajuste.


Contenção de gastos e revisão de renúncias estão em discussão

A defesa de medidas fiscais que preservem as políticas sociais também tem aparecido em manifestações de pessoas próximas ao governo.

A ex-ministra do Planejamento e Orçamento Simone Tebet defendeu a contenção de gastos e apontou as renúncias fiscais entre os itens que podem ser revistos.

O debate envolve a escolha das áreas que seriam atingidas por medidas de redução de despesas ou revisão de benefícios tributários.

Na manifestação desta sexta-feira, Lula concentrou sua fala na defesa da responsabilidade fiscal do governo e na afirmação de que os mais pobres não deverão pagar a conta de eventuais ajustes nas finanças públicas.

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