Orelhões começam a ser retirados das ruas e Alto Tietê ainda concentra 775 aparelhos
O fim dos orelhões já começou no Brasil e a região do Alto Tietê ainda aparece com número significativo de telefones públicos instalados. Ao todo, 775 aparelhos seguem espalhados pelos municípios da região, mesmo após o encerramento das concessões de telefonia fixa no país.
A retirada definitiva dos orelhões teve início em janeiro de 2026, conforme determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), após o fim dos contratos das empresas responsáveis pelo serviço.
Mogi das Cruzes lidera número de orelhões na região
Entre as cidades do Alto Tietê, Mogi das Cruzes concentra a maior quantidade de aparelhos:
- Mogi das Cruzes: 263
- Suzano: 122
- Itaquaquecetuba: 106
- Ferraz de Vasconcelos: 64
- Poá: 59
- Arujá: 53
- Santa Isabel: 43
- Guararema: 27
- Biritiba Mirim: 24
- Salesópolis: 14
No total, o Alto Tietê soma 775 orelhões, número expressivo diante do avanço da telefonia móvel e da internet.
Retirada será gradual e pode ir até 2028
Segundo a Anatel, a remoção não será imediata em todos os locais. Os orelhões só serão mantidos, de forma excepcional, em cidades onde não há cobertura de telefonia móvel, e apenas até 2028.
No Brasil, ainda existem cerca de 38 mil orelhões, sendo mais de 33 mil ativos e aproximadamente 4 mil em manutenção. Na capital paulista, o número passa de 4 mil aparelhos.
Fim de concessões acelerou o processo
Com o término dos contratos, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica deixaram de ter obrigação legal de manter os telefones públicos. Como contrapartida, a Anatel determinou que os recursos antes destinados aos orelhões sejam redirecionados para investimentos em banda larga e telefonia móvel.
Símbolo urbano e memória afetiva
Criado em 1971 pela arquiteta Chu Ming Silveira, o orelhão se tornou um ícone do espaço urbano brasileiro. O formato oval não era apenas estético: ajudava a reduzir ruídos externos e melhorar a qualidade das ligações.
Durante décadas, foi essencial para chamadas de emergência, encontros marcados “na esquina” e para a famosa ligação a cobrar, que marcou gerações.
Agora, com a retirada dos aparelhos, o Alto Tietê começa a se despedir de um dos símbolos mais conhecidos da história da comunicação no Brasil.




