Nikolas Ferreira avança rumo a Brasília cercado por 100 apoiadores
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) segue em direção a Brasília na chamada “Caminhada pela Justiça e Liberdade”, mobilização iniciada no interior de Minas Gerais e que deve terminar no domingo (25), data em que o parlamentar e aliados devem chegar na capital federal em forma de protesto contra o que chamam de arbitrariedades e segundo ele perseguições do STF e “prisões injustas”.
A caminhada começou em Paracatu (MG) e percorre cerca de 240 quilômetros ao longo de sete dias, passando por cidades de Minas Gerais e de Goiás até a chegada ao Distrito Federal. Somente no segundo dia, o grupo percorreu aproximadamente 38 quilômetros, com saída ainda pela manhã e chegada no início da noite.
Apoiadores e parlamentares se juntam ao trajeto
Ao longo do percurso, cerca de 100 apoiadores se somaram à caminhada, segundo a organização. Entre os participantes estão deputados federais e vereadores ligados ao bolsonarismo, como Carlos Bolsonaro (PL-RJ), Zucco (PL-RS), Carlos Jordy (PL-RJ), Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE) e o senador Márcio Bittar (PL-AC), além de parlamentares municipais de diferentes capitais.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram Nikolas caminhando cercado por manifestantes, recebendo apoio de motoristas, comerciantes e moradores ao longo das rodovias. O grupo conta com estrutura de apoio logístico, incluindo hidratação e alimentação durante o trajeto.
Manifestação marcada para o dia 25 em Brasília
A mobilização deve culminar em um ato político em Brasília no dia 25, convocado pelo deputado por meio de vídeos e publicações nas redes sociais. Segundo Nikolas, a iniciativa é um “ato pacífico” e tem como foco críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao governo federal e às decisões judiciais relacionadas aos atos de 8 de janeiro.
A manifestação também é apresentada pelos organizadores como uma forma de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes, em 2023.
Contexto político e críticas
A caminhada ocorre em meio à reorganização de grupos da direita e ao aumento da pressão política após a prisão e condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro, transferido recentemente para a Papudinha, em Brasília. Parlamentares aliados têm usado a mobilização para reforçar a pauta da anistia e questionar decisões do Judiciário.
Críticos do movimento apontam que, em vez de concentrarem esforços em pautas voltadas diretamente à população, como economia, saúde e segurança, parlamentares estariam mobilizando atos políticos em defesa de um ex-presidente condenado por tentativa de golpe, reforçando a polarização política no país — sendo que, caso consumado, manifestações ou expressões de insucesso não poderiam sequer ser realizadas.
Enquanto a maior parte dos brasileiros já retomou a rotina de trabalho, o Congresso Nacional segue em recesso parlamentar, com deputados e senadores afastados das atividades legislativas. Os trabalhos só serão oficialmente retomados no início de fevereiro, mas, mesmo fora da agenda institucional, parlamentares têm usado o período para mobilizações políticas e atos públicos ligados à defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.




