Delegado Eduardo Boigues (PL), de Itaquaquecetuba-SP, marcou presença na reunião realizada na capital entre o presidenciável e 32 gestores de cidades paulistas; em 2024, liberal foi o mais votado do País entre municípios de 2º turno
Campeão de votos no Brasil em cidades de segundo turno nas eleições municipais de 2024, o prefeito de Itaquaquecetuba-SP, Delegado Eduardo Boigues (PL), confirmou seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O anúncio ocorreu no domingo (11/10), em São Paulo-SP, durante reunião entre o presidenciável e 32 gestores municipais paulistas.
Organizado pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), o encontro teve o objetivo de aproximar chefes do Executivo do presidenciável, não apenas para requerer apoio nesta reta final de segundo turno em suas bases eleitorais, mas, também, para ampliar a articulação das cidades com a União, num eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Para Boigues, a iniciativa é de suma importância para Itaquá, uma vez que a cidade que governa desde 2020 é, segundo ele, “subfinanciada” pela União, mesmo sendo uma das mais carentes da Grande São Paulo. Com meio milhão de habitantes, o município da região do Alto Tietê tem gargalos históricos na Saúde, em Infraestrutura Urbana, na Educação e em demais serviços públicos.
Dados do Índice de Financiamento e Equidade Municipal (Ifem), da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), trazem Itaquá na 5.459ª posição entre 5.479 cidades do Ranking Nacional de Receita de 2025. O indicador registra renda total de aproximadamente R$ 1,4 bilhão, com valor por habitante 30,7% abaixo da média do primeiro quintil – grupo que reúne os municípios com menor receita per capita.
Outro dado que evidencia o desafio fiscal de Itaquá é a evolução orçamentária por habitante, entre 2000 e 2025. O crescimento na cidade foi de 220,5%, abaixo da média nacional – de 316,7%, conforme levantamento da FNP.
Para Boigues, o cenário reforça a necessidade de se rever os repasses e de ampliar a participação federal no financiamento de serviços essenciais prestados na ponta, ou seja, nas cidades.
Segundo o liberal, caso seja eleito presidente em 25/10, Flávio poderá ampliar os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), aumentar o teto de financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) para a atenção primária e os atendimentos de média e de alta complexidade, e investir mais no custeio de Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) e em obras de drenagem em áreas de risco:
“Precisamos de uma parceria efetiva com o governo federal, assim como, hoje, já temos com o Governo do Estado de São Paulo. Itaquaquecetuba tem baixa arrecadação e, assim, enfrenta limitações para atender toda a população. Neste sentido, acredito que o melhor caminho para o Brasil e o melhor projeto para as Prefeituras é Flávio (Bolsonaro) presidente”, defende Boigues, reeleito, em 2024, já em primeiro turno, com 91,70% dos votos válidos.
Tapete Verde e Amarelo
Durante o encontro de Boigues com Flávio e com o governador Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), no domingo, o presidenciável defendeu uma relação mais próxima entre a União e as Prefeituras:
“Até em razão de minha trajetória no Poder Legislativo, acredito no municipalismo. É na cidade que a política pública acontece. Vamos trabalhar para que os recursos sejam distribuídos com eficiência e cheguem à ponta, fortalecendo as gestões locais e contribuindo para um Brasil mais desenvolvido. Itaquaquecetuba e o prefeito (Delegado Eduardo) Boigues terão tapete verde e amarelo no Planalto”, confirmou Flávio, que terminou o primeiro turno, em 4/10, na liderança da corrida pela Presidência, com 56.104.503 votos, 47,03% dos válidos.


































































































































































































































