Segundo Mônica Bergamo, senador discute com Eduardo Bolsonaro e aliados nos Estados Unidos quando apresentar seu nome para a próxima disputa presidencial
O senador Flávio Bolsonaro (PL) deve anunciar nos próximos dias a intenção de disputar a Presidência da República em 2030, segundo informações publicadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
De acordo com a coluna, o movimento busca impedir que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se consolide como candidato da direita e evitar que Michelle Bolsonaro (PL) avance como liderança e possível nome para a eleição presidencial.
Flávio discute o momento do anúncio com o irmão, Eduardo Bolsonaro, e com aliados que estão nos Estados Unidos. A publicação relata que o grupo pretende manter o senador à frente do eleitorado ligado à família Bolsonaro após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Anúncio é discutido com Eduardo e aliados nos Estados Unidos
Segundo Mônica Bergamo, as conversas envolvem a definição do momento em que Flávio apresentará publicamente sua intenção de concorrer em 2030.
O senador debate a iniciativa com Eduardo e com integrantes do grupo político próximo aos irmãos. A previsão relatada pela coluna é de que a declaração ocorra já nos próximos dias.
O objetivo atribuído ao movimento é antecipar o posicionamento de Flávio na próxima disputa presidencial, antes que outros nomes da direita ampliem seu espaço político.
Tarcísio e Michelle são citados pela publicação como os nomes que o grupo pretende conter com o anúncio antecipado.
Aliados relacionam mudança na carta à disputa pela liderança
Interlocutores de Flávio ouvidos pela coluna afirmam que a alteração da carta divulgada pelo senador nesta quarta-feira (28) foi um primeiro sinal da intenção de manter a liderança do grupo.
Na versão inicial, Flávio se apresentava como “presidente eleito do Brasil”. Depois, modificou o documento e passou a utilizar a expressão “líder” do país.
Um aliado próximo afirmou à colunista que a mudança buscou transmitir a mensagem de que “não haverá outra liderança na direita que não seja o Flávio”.
Essa é a interpretação atribuída pela publicação aos interlocutores do senador. Segundo eles, os filhos de Jair Bolsonaro pretendem continuar à frente do eleitorado que acompanha a família.
Documento apresenta Flávio como líder da oposição
Na carta, Flávio se dirigiu a senadores, deputados e governadores que afirmou ter ajudado a eleger e declarou que assumiria a liderança da oposição.
O senador alegou que esses representantes não teriam a liberdade necessária para exercer plenamente suas atividades políticas. Com esse argumento, apresentou-se como responsável por conduzir a atuação oposicionista.
De acordo com os interlocutores citados por Mônica Bergamo, o conteúdo do documento está relacionado às conversas sobre a candidatura de 2030 e à intenção de preservar a posição política dos filhos do ex-presidente.
Tarcísio admitiu possibilidade de candidatura presidencial
A coluna informa que Tarcísio de Freitas admitiu a possibilidade de disputar a Presidência em 2030 durante entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta quinta-feira (29).
Após a entrevista, aliados próximos de Flávio passaram a dirigir críticas ao governador. Segundo a publicação, as manifestações também ocorreram nas redes sociais.
O influenciador Kim Paim comentou a entrevista em seu programa no YouTube e afirmou que Tarcísio já estaria “se ouriçando” para a próxima disputa.
Paim também divulgou críticas que acusavam o governador de ter atuado com pouco empenho no primeiro turno de 2026 e de buscar espaço como alternativa à família Bolsonaro. Essas avaliações foram apresentadas pelo influenciador e por participantes das manifestações relatadas na coluna.
Michelle também é citada nas articulações para 2030
Além de Tarcísio, Michelle Bolsonaro aparece na reportagem como uma possível concorrente ao espaço de liderança pretendido por Flávio.
Segundo a coluna, evitar sua ascensão como nome viável para a Presidência está entre os objetivos do anúncio discutido pelo senador com Eduardo e aliados.
A publicação descreve, portanto, uma articulação para que Flávio se apresente antecipadamente como candidato em 2030, enquanto Tarcísio admite a possibilidade de concorrer e Michelle é considerada nas conversas sobre a próxima eleição.




































































































































































































































