Search
Close this search box.

Drones térmicos reforçam buscas por helicóptero que transportava o cantor Rick em SC

Cantor da dupla com Renner está entre os quatro ocupantes da aeronave que saiu de Porto Belo rumo a São Joaquim. Operação se concentra na zona rural de Urubici, em região que estava sob alerta de tempestades.


As buscas pelo helicóptero que desapareceu com o cantor Rick, da dupla com Renner, e outras três pessoas continuam nesta terça-feira (22), em Santa Catarina. A operação mobiliza equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, da Defesa Civil e da Força Aérea Brasileira (FAB), com apoio de aeronaves e equipamentos de identificação térmica.

O helicóptero decolou de Porto Belo, no Litoral Norte catarinense, com destino a São Joaquim, na Serra, mas não chegou ao local previsto. O desaparecimento foi registrado na segunda-feira (21), e os trabalhos se concentram na zona rural de Urubici, onde, segundo as informações divulgadas nesta terça, foi identificado o último sinal do transponder da aeronave.

Além do sertanejo, estavam a bordo o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares e o piloto, cuja identidade não havia sido divulgada até a atualização das informações.

A empresa proprietária do helicóptero confirmou que havia emprestado a aeronave para a viagem. Até o momento das informações divulgadas, não havia confirmação de acidente nem informações sobre a situação dos ocupantes.


Drone térmico auxilia buscas por helicóptero com Rick

Um drone térmico da Defesa Civil de Santa Catarina passou a ser utilizado na manhã desta terça-feira na região de Santa Bárbara, na zona rural de Urubici. O equipamento identifica o calor emitido por corpos e objetos e auxilia as equipes na tentativa de localizar a aeronave.

Também estava prevista para o decorrer do dia a utilização de outro drone com características semelhantes, pertencente ao Corpo de Bombeiros Militar. O reforço amplia os recursos disponíveis para a inspeção da área de buscas.

A operação reúne equipes em terra e apoio aéreo. Desde segunda-feira, os bombeiros realizam deslocamentos a pé e com viaturas com tração nas quatro rodas, enquanto os demais órgãos atuam na mobilização de recursos e no planejamento das ações.

O último sinal conhecido do helicóptero é uma das referências utilizadas para orientar os trabalhos. A localização da aeronave e de seus ocupantes permanece como prioridade da operação.


FAB emprega Black Hawk e Amazonas na operação

A Força Aérea Brasileira informou que o Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba, conhecido como Salvaero Curitiba, iniciou o levantamento de informações e o planejamento para delimitar a área com maior probabilidade de localização do helicóptero.

Foram empregadas na missão duas aeronaves especializadas em busca e salvamento: um helicóptero H-60 Black Hawk e um avião SC-105 Amazonas.

Segundo a FAB, os equipamentos utilizados permitem a realização de buscas em diferentes tipos de terreno, condições ambientais e períodos do dia. A atuação aérea complementa o trabalho das equipes que percorrem a região por terra.

Em comunicado, a Força Aérea destacou que o objetivo é localizar a aeronave e seus ocupantes no menor tempo possível.


Região das buscas estava sob alerta de fortes tempestades

A Serra catarinense estava entre as áreas abrangidas por um aviso de “grande perigo” para tempestades do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) na segunda-feira, dia do desaparecimento.

O alerta incluía a região de Urubici e áreas próximas a São Joaquim. A previsão indicava possibilidade de chuva superior a 100 milímetros por dia, ventos acima de 100 km/h e queda de granizo.

Porto Belo, de onde o helicóptero decolou, também tinha expectativa de mau tempo. Durante os primeiros trabalhos de busca, os bombeiros relataram tempo fechado, chuva e vendavais na região serrana, além de alerta para granizo.

De acordo com o meteorologista César Soares, da Climatempo, radares meteorológicos indicavam nuvens de tempestade na região de São Joaquim por volta das 17h de segunda-feira. Esse foi o horário em que, segundo a reportagem de base, a equipe de Rick recebeu a informação sobre o desaparecimento.

A existência do alerta meteorológico, entretanto, não estabelece a causa da perda de contato. As informações divulgadas não permitem afirmar quais condições o helicóptero enfrentou durante o trajeto nem relacionar o desaparecimento a uma causa específica.


Quem estava no helicóptero desaparecido em Santa Catarina

A presença de Rick, integrante da dupla sertaneja Rick e Renner, foi confirmada pela assessoria do artista. O cantor viajava acompanhado do empresário Bruno Avelar, do videomaker Paulo Soares e do piloto.

Antes do desaparecimento, Rick publicou um vídeo em uma rede social mostrando um encontro com Avelar em um aeroporto. A assessoria do empresário também confirmou que ele havia embarcado no helicóptero.

A viagem tinha como destino São Joaquim. A aeronave, porém, não chegou ao ponto previsto, o que motivou a mobilização das equipes de busca e salvamento.

Até a atualização das informações apresentadas, o nome do piloto permanecia sem divulgação, assim como informações sobre a localização e o estado de saúde dos quatro ocupantes.


Helicóptero Bell 430 estava regular, segundo a Anac

A aeronave desaparecida é um Bell 430, de matrícula PP-MGR, fabricado em 2001. Conforme os dados apresentados na reportagem, o helicóptero tem capacidade para um piloto e sete passageiros.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a situação da aeronave estava regular, com certificação de operação válida até 11 de agosto de 2027. O cadastro também indicava autorização para a realização de voos noturnos.

Essas informações dizem respeito à condição documental e às autorizações cadastradas para o helicóptero. Elas não esclarecem, por si só, as circunstâncias do desaparecimento, que ainda dependem da localização da aeronave e da apuração dos órgãos responsáveis.

O voo transportava quatro pessoas, de acordo com as informações fornecidas pelas assessorias e reproduzidas na cobertura do caso.


Empresa confirma empréstimo da aeronave para a viagem

O helicóptero pertence à JTA Empreendimento e Urbanismo. Em nota, a empresa informou que havia emprestado a aeronave para uso de Bruno Avelar e Rick, descritos como amigos próximos do proprietário da companhia.

A JTA afirmou que estava acompanhando a apuração junto aos órgãos competentes e ressaltou que não havia confirmação de acidente envolvendo o helicóptero.

A empresa também pediu cautela na divulgação de notícias sobre o caso. No comunicado, destacou que informações sem confirmação oficial deveriam ser tratadas como não verificadas e informou que novos esclarecimentos seriam apresentados quando houvesse atualizações oficiais.


O que ainda falta esclarecer sobre o desaparecimento

Embora as equipes tenham informações sobre o trajeto previsto, os ocupantes e o último sinal conhecido, a localização do helicóptero e as circunstâncias da perda de contato permaneciam sem esclarecimento.

Também não havia confirmação sobre eventual pouso fora do destino programado ou acidente. A situação dos passageiros e do piloto continuava desconhecida nas informações divulgadas até então.

Nesta terça-feira, os trabalhos prosseguem com drones térmicos, equipes terrestres e apoio da FAB na Serra catarinense. A operação busca localizar o Bell 430 e permitir que os órgãos responsáveis esclareçam o que ocorreu durante a viagem entre Porto Belo e São Joaquim.