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Polícia investiga feminicídio de jovem encontrada morta dentro de casa em Suzano

Laysa Cristine Neris da Silva Bonfim, de 23 anos, foi localizada por familiares no Jardim Varan; ex-companheiro é suspeito, segundo relatos prestados à polícia.


Laysa Cristine Neris da Silva Bonfim, de 23 anos, foi encontrada morta na noite de segunda-feira (21), dentro de uma casa no Jardim Varan, em Suzano. O caso foi registrado como feminicídio na Delegacia de Polícia Central do município e será investigado pela Polícia Civil.

Segundo o boletim de ocorrência, familiares foram ao imóvel depois de receberem informações de uma amiga da jovem. Conforme os depoimentos, o ex-companheiro teria enviado mensagens relacionadas à morte de Laysa. Ele foi apontado à polícia como suspeito do crime.

A Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de violência doméstica. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também esteve no endereço e constatou a morte da jovem.


Familiares encontraram a jovem após receberem aviso de uma amiga

De acordo com o registro policial, a mãe de Laysa e o marido dela foram até a residência após uma amiga da vítima entrar em contato. A mulher relatou que o ex-companheiro da jovem teria dito que havia matado Laysa.

Ao chegarem ao endereço, os familiares encontraram a porta da frente trancada por dentro com uma corrente. O padrasto arrombou a entrada e localizou a enteada caída na sala.

A Polícia Militar e o Samu foram chamados em seguida. A equipe médica confirmou o óbito ainda no imóvel. A equipe de homicídios e os profissionais da perícia também compareceram à residência para realizar os procedimentos de investigação.


Mãe havia conversado com Laysa dois dias antes

Em depoimento, a mãe informou que o último contato com a filha ocorreu no sábado (19), por volta das 20h, por mensagem. Na conversa, as duas falaram sobre assuntos cotidianos, e Laysa comentou que estava bebendo.

Depois desse contato, a mãe não conseguiu mais falar com a jovem. Ela afirmou ainda que não sabia que a filha estava morando com o ex-companheiro naquele endereço.

Segundo o relato registrado pela polícia, a mãe soube posteriormente que o homem já teria ameaçado Laysa. As circunstâncias dessas supostas ameaças fazem parte das informações apresentadas pelos familiares no boletim de ocorrência.

O padrasto também prestou depoimento e contou que a amiga da vítima vinha tentando contato com ela havia cerca de dois dias, sem obter resposta.


Depoimentos mencionam mensagens enviadas pelo suspeito

Segundo o padrasto, a amiga relatou que havia estado com Laysa, o suspeito e o próprio marido antes de a jovem ser encontrada morta. Durante esse encontro, os dois homens teriam discutido e deixado o local.

No dia seguinte, a amiga tentou novamente falar com Laysa, mas não conseguiu. Ainda conforme o depoimento do padrasto, o suspeito teria enviado uma mensagem pedindo que ela fosse à casa, onde encontraria a jovem morta.

O familiar também disse à polícia que o homem estaria mostrando a moradores da região um vídeo em que a vítima aparecia sem vida. A informação consta como relato no boletim de ocorrência, sem confirmação independente apresentada na reportagem de origem.

Os depoimentos integram o conjunto de informações reunidas para esclarecer o que aconteceu na residência e apurar a responsabilidade pela morte.


Perícia identificou ferimento na cabeça da vítima

Conforme o boletim de ocorrência, Laysa apresentava um ferimento na cabeça, e havia sangue no chão da casa. A constatação foi registrada durante o atendimento da ocorrência.

Um celular encontrado sobre o corpo da jovem foi recolhido pela polícia. A reportagem de origem não informa a quem pertencia o aparelho nem apresenta detalhes sobre seu conteúdo.

Foram solicitados exames para determinar a causa da morte e verificar a presença de álcool ou outras substâncias no organismo da vítima. O ferimento descrito no registro policial, isoladamente, não esclarece todas as circunstâncias do óbito.

Os resultados dos exames deverão auxiliar a investigação sobre a dinâmica do crime.


Relatos sobre possíveis outras vítimas não foram confirmados

O boletim também reúne declarações de pessoas que disseram que o suspeito teria afirmado ter matado outras pessoas. No entanto, essas informações chegaram à polícia por terceiros e não estavam confirmadas até o registro da ocorrência.

Não havia confirmação de outras vítimas ou de outros corpos no local. Dessa forma, os relatos não podem ser tratados como comprovação de que outros crimes tenham ocorrido.

A apuração do caso deverá verificar as informações apresentadas em depoimento e confrontá-las com os elementos obtidos pela investigação.


Caso foi registrado como feminicídio em Suzano

A morte de Laysa foi registrada como feminicídio na Delegacia de Polícia Central de Suzano. Pessoas relacionadas à ocorrência prestaram depoimento, e a Polícia Civil ficará responsável pela investigação.

A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da morte, verificar os relatos sobre as mensagens atribuídas ao ex-companheiro e analisar os resultados dos exames solicitados.

Na reportagem de origem, o g1 informou ter procurado a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para obter esclarecimentos sobre a investigação do suspeito, mas não havia recebido resposta até aquela atualização. O material não informa se o homem foi localizado ou preso.