Levantamento aponta empate técnico do presidente com Flávio Bolsonaro e Augusto Cury no segundo turno; Lula aparece à frente de Romeu Zema e Renan Santos.
A pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (21) mostra um cenário de equilíbrio em três simulações de segundo turno da eleição presidencial de 2026. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece numericamente empatado com Ronaldo Caiado (PSD) e registra empate técnico contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o escritor Augusto Cury (Avante).
No confronto com Caiado, os dois alcançam 45% das intenções de voto. Diante de Flávio, Lula registra 46%, contra 45% do senador. Na disputa com Cury, o presidente tem 44%, enquanto o adversário soma 43%.
O levantamento também apresenta vantagem de Lula nas simulações contra Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). Nesses dois cenários, as diferenças superam a margem de erro informada pela pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os resultados foram divulgados pela CNN Brasil. O instituto ouviu 2.006 eleitores entre os dias 18 e 20 de setembro, por telefone, a pedido do Banco BTG Pactual.
Lula e Caiado aparecem empatados com 45%
O confronto entre Lula e Ronaldo Caiado apresenta igualdade numérica nesta rodada. Tanto o presidente quanto o ex-governador de Goiás registram 45% das intenções de voto.
Outros 9% dos entrevistados afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos dois. A parcela que não sabe ou não respondeu corresponde a 1%.
Na rodada anterior, Lula tinha 47%, enquanto Caiado aparecia com 41%. Na comparação entre os levantamentos, o presidente oscilou dois pontos percentuais para baixo e o ex-governador registrou avanço numérico de quatro pontos.
Com esses movimentos, a distância de seis pontos registrada anteriormente deu lugar ao empate numérico. A comparação descreve a mudança nos percentuais divulgados, sem indicar, por si só, quais fatores influenciaram as respostas dos eleitores.
Lula tem 46% e Flávio Bolsonaro registra 45%
Na simulação contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece numericamente à frente por um ponto percentual. O presidente soma 46% das intenções de voto, enquanto o senador alcança 45%.
Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.
Nesse cenário, 7% dizem que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos nomes apresentados. Outros 1% não sabem ou não responderam.
A diferença estreita entre os dois impede que a vantagem numérica de Lula seja apresentada como uma liderança consolidada no levantamento. A pesquisa retrata as respostas dos entrevistados durante o período de coleta.
Augusto Cury também empata tecnicamente com Lula
A disputa simulada entre Lula e Augusto Cury apresenta uma diferença de um ponto percentual, assim como ocorre no confronto com Flávio Bolsonaro.
O presidente registra 44% das intenções de voto, diante de 43% do escritor, resultado que também representa empate técnico dentro da margem de erro.
Os eleitores que afirmam que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois somam 11%. Já os que não sabem ou não responderam correspondem a 2%.
Entre os cinco confrontos apresentados, esse é o cenário em que Lula registra seu menor percentual numérico. Os resultados, porém, correspondem a escolhas entre adversários diferentes e devem ser interpretados dentro de cada simulação.
Presidente abre seis pontos sobre Romeu Zema
No eventual segundo turno contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, Lula aparece com 47% das intenções de voto. O nome do Novo registra 41%.
A diferença é de seis pontos percentuais, superior à margem de erro considerada para os dois candidatos.
Nesse confronto, 10% dos entrevistados dizem que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos nomes. Outros 2% não sabem ou não responderam.
O resultado coloca Zema em uma situação diferente da registrada por Caiado, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury: o ex-governador mineiro aparece atrás do presidente para além da margem de erro.
Maior vantagem de Lula ocorre contra Renan Santos
A maior distância numérica entre Lula e um adversário nas simulações divulgadas aparece no confronto com Renan Santos, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL) e nome do partido Missão.
O presidente alcança 47%, enquanto Renan registra 39% das intenções de voto. A diferença entre os dois é de oito pontos percentuais.
Nesse cenário, 13% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos candidatos. É a maior parcela dessa categoria entre os cinco confrontos apresentados. Outros 2% não sabem ou não responderam.
Lula repete, portanto, o percentual obtido contra Zema, mas registra uma distância maior em relação a Renan.
Qual a diferença entre empate numérico e empate técnico?
O empate numérico ocorre quando os candidatos apresentam exatamente o mesmo percentual divulgado, como no cenário entre Lula e Caiado, ambos com 45%.
Já o empate técnico considera a margem de erro da pesquisa. Assim, candidatos com percentuais diferentes podem estar em uma situação na qual o levantamento não permite apontar com segurança quem está à frente.
É o caso dos confrontos de Lula com Flávio Bolsonaro e Augusto Cury, nos quais a diferença é de apenas um ponto percentual.
Essa distinção é importante para a leitura dos resultados: estar numericamente à frente não significa, necessariamente, ter vantagem fora da margem de erro. As simulações também não constituem uma previsão do resultado das urnas.
Como foi feita a pesquisa Nexus/BTG
A pesquisa entrevistou 2.006 eleitores por telefone entre 18 e 20 de setembro de 2026. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00485/2026.
Os percentuais apresentados correspondem aos cenários estimulados de segundo turno descritos na divulgação, incluindo as respostas de voto em branco, nulo, nenhum dos candidatos e os entrevistados que não souberam ou não responderam.
