Presidente americano afirma que ofensiva militar está próxima do fim, descarta dependência do Estreito de Ormuz e amplia pressão sobre Teerã
Trump afirma que metas militares estão quase concluídas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o país está próximo de atingir seus principais objetivos na guerra contra o Irã. Em pronunciamento na Casa Branca, o republicano afirmou que a operação militar entra em fase decisiva.
Segundo Trump, a meta central foi enfraquecer a capacidade de Teerã de atacar os EUA e limitar sua atuação militar fora do próprio território.
“Esses objetivos estratégicos fundamentais estão quase concluídos. Vamos terminar o trabalho em breve”, disse o presidente.
Governo descarta mudança de regime, mas cita nova liderança
Durante o discurso, Trump negou que a derrubada do regime iraniano fosse um objetivo formal da ofensiva.
Ainda assim, afirmou que uma mudança ocorreu na prática após a morte de antigos líderes, indicando que a nova liderança seria “menos radical”.
A declaração reforça uma ambiguidade na estratégia americana, que oficialmente rejeita intervenção política direta, mas reconhece efeitos internos no comando iraniano.
Ameaça a infraestrutura energética eleva tensão
O presidente também elevou o tom ao afirmar que poderá ordenar ataques diretos contra a infraestrutura energética iraniana caso não haja acordo.
“Vamos atacá-los com extrema força nas próximas semanas”, declarou, sugerindo uma escalada no conflito.
A ameaça atinge um dos setores mais sensíveis da economia iraniana e pode gerar impactos globais no mercado de energia.
Estreito de Ormuz deixa de ser prioridade para os EUA
Trump minimizou a importância estratégica do Estreito de Ormuz para os Estados Unidos, mesmo após o bloqueio da passagem pelo Irã.
Segundo ele, o país não depende mais do petróleo que passa pela região e não pretende retomar importações por essa rota.
O presidente destacou que os EUA se tornaram um dos maiores produtores de petróleo e gás do mundo, reduzindo a necessidade de abastecimento externo.
Ao mesmo tempo, transferiu a responsabilidade pela reabertura da rota a outros países:
“Quem depende dessa passagem deve protegê-la”, afirmou, em recado direto a aliados.
Pressão sobre Europa e críticas à OTAN
A fala de Trump ocorre em meio a tensões com aliados europeus, que resistem a enviar forças militares para garantir a segurança no Golfo.
O presidente voltou a criticar a OTAN e afirmou que considera retirar os Estados Unidos da organização.
A declaração evidencia um aprofundamento do racha entre Washington e parceiros tradicionais, especialmente no contexto do conflito com o Irã.
Guerra enfrenta rejeição dentro dos EUA
Apesar do discurso de avanço militar, o conflito enfrenta resistência crescente entre os americanos.
Levantamento recente indica que a maioria da população desaprova a guerra e defende o encerramento rápido do envolvimento dos EUA, mesmo que os objetivos não sejam totalmente alcançados.
A impopularidade do conflito pressiona o governo a apresentar resultados concretos e um prazo claro para o fim das operações.
Além disso, o aumento no preço dos combustíveis, impulsionado por tensões no mercado global, tem ampliado a insatisfação interna.
Macron reage a comentário pessoal de Trump
Em meio ao cenário internacional tenso, o presidente da França, Emmanuel Macron, criticou declarações de Trump sobre sua vida pessoal.
O americano afirmou que a primeira-dama Brigitte Macron “trataria mal” o presidente francês, fazendo referência a um vídeo de 2025 que viralizou nas redes sociais.
Macron reagiu publicamente:
“Essas falas não são elegantes nem estão à altura”, disse o líder francês.
Episódio de 2025 volta ao debate
O comentário de Trump resgata um episódio ocorrido durante uma viagem oficial ao Vietnã, quando imagens mostraram um gesto de Brigitte Macron em direção ao rosto do presidente francês.
Na época, o próprio Emmanuel Macron minimizou o caso, classificando o momento como uma brincadeira entre o casal.
O episódio, no entanto, voltou a ganhar repercussão após a fala do presidente americano, ampliando o desgaste diplomático.







































































































