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Artemis II: missão histórica da NASA deve levar astronautas de volta à órbita da Lua após mais de 50 anos

Primeiro voo tripulado do programa Artemis marca nova era da exploração espacial e prepara retorno humano à superfície lunar


Lançamento marca retorno de humanos ao espaço profundo

A NASA se prepara para um dos momentos mais importantes da exploração espacial moderna: o lançamento da missão Artemis II, previsto para esta quarta-feira (1º), às 19h24 (horário de Brasília).

Será a primeira missão tripulada rumo à Lua desde o fim do programa Apollo, encerrado em 1972, marcando o retorno de astronautas ao chamado espaço profundo.

A decolagem acontecerá a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com uma janela de lançamento de aproximadamente duas horas.


Missão não terá pouso, mas será decisiva

Diferente do que muitos imaginam, a Artemis II não fará um pouso lunar. O objetivo principal é testar todos os sistemas da nave com humanos a bordo, etapa essencial antes de uma missão de descida na superfície.

A viagem deve durar cerca de 10 dias e levará a tripulação a um sobrevoo da Lua, incluindo passagem pelo lado oculto do satélite — região que não pode ser vista da Terra.

Durante esse trajeto, os astronautas ficarão temporariamente sem comunicação com o planeta.


Foguete SLS e cápsula Orion são peças-chave

A missão utilizará o poderoso foguete Space Launch System (SLS), considerado o mais potente já construído pela agência.

Com quase 100 metros de altura, o SLS é responsável por impulsionar a cápsula Orion, onde os astronautas viajarão.

A Orion foi projetada para suportar o ambiente hostil do espaço profundo, com sistemas de suporte de vida, navegação avançada e proteção térmica para reentrada na atmosfera.

SLS. reprpdução: Internet

Quem são os astronautas da missão

A tripulação da Artemis II é formada por quatro astronautas experientes:

O comandante Reid Wiseman
O piloto Victor Glover
A especialista de missão Christina Koch
E o canadense Jeremy Hansen

Os quatro astronautas da Artemis II. — Foto: Nasa

A missão também representa um marco em diversidade, com a presença da primeira mulher e do primeiro astronauta negro em uma missão tripulada ao redor da Lua.


Trajetória levará humanos mais longe da Terra

Um dos pontos mais impressionantes da missão é a distância que será alcançada.

Os astronautas irão até cerca de 7.500 km além da Lua, ultrapassando qualquer distância já atingida por humanos desde as missões Apollo.

A nave seguirá uma trajetória chamada de “retorno livre”, que utiliza a gravidade da Terra e da Lua para garantir o retorno com maior segurança e menor consumo de combustível.


Reentrada será um dos momentos mais críticos

Ao final da missão, a cápsula Orion retornará à Terra em alta velocidade.

A reentrada ocorrerá a cerca de 40 mil km/h, com temperaturas que podem atingir aproximadamente 3.000 °C no escudo térmico.

Após isso, a cápsula realizará uma amerissagem no Oceano Pacífico, onde será resgatada.


Missão abre caminho para volta à superfície lunar

Se bem-sucedida, a Artemis II será um passo fundamental para a missão Artemis III, que deve levar astronautas de volta à superfície da Lua pela primeira vez desde 1972.

A expectativa é que essa futura missão leve a primeira mulher e a primeira pessoa negra a pisar no solo lunar, com foco na região do polo sul.


Desafios técnicos atrasaram o lançamento

O caminho até o lançamento não foi simples. A NASA realizou diversos ajustes após a missão Artemis I, incluindo correções no escudo térmico da cápsula Orion.

Também foram identificados problemas como vazamentos de hidrogênio e hélio, além de atrasos causados por condições climáticas adversas.

A agência adotou uma postura cautelosa, priorizando a segurança da tripulação acima de qualquer cronograma.


Missão também tem peso geopolítico

Além da importância científica, a Artemis II está inserida em uma nova corrida espacial global.

Países como China e Rússia avançam com seus próprios programas lunares, aumentando a pressão sobre os Estados Unidos.

O programa Artemis envolve ainda parceiros internacionais, como Canadá, Europa e Japão, reforçando seu caráter estratégico e diplomático.


Um novo capítulo da exploração espacial

Mais do que um simples voo, a Artemis II simboliza o início de uma nova era.

A missão representa o primeiro passo concreto para a presença humana sustentável na Lua — e, futuramente, em Marte.

Se tudo correr como planejado, o lançamento desta quarta-feira pode entrar para a história como o marco do retorno definitivo da humanidade ao espaço profundo.

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