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Subvariante “Cicada” da Covid-19 tem 75 mutações e já circula em 23 países; especialistas monitoram avanço

Nova linhagem da Ômicron apresenta alterações na proteína Spike, mas não há indícios de maior gravidade até o momento


Nova subvariante da Covid-19 entra no radar global

Uma nova subvariante da Covid-19, apelidada de “Cicada”, tem chamado a atenção de cientistas após ser identificada em ao menos 23 países. A linhagem, denominada BA.3.2, faz parte da variante Ômicron e se destaca pelo alto número de mutações.

Apesar disso, os dados iniciais indicam que não há aumento na gravidade dos casos, mantendo o padrão observado nas versões mais recentes do vírus.


Evolução do vírus segue padrão já esperado

Especialistas apontam que o surgimento da subvariante está dentro do comportamento esperado do coronavírus. Desde o surgimento da Ômicron, o vírus passou a evoluir por meio de sublinhagens, com pequenas alterações genéticas contínuas.

Esse processo permite que o vírus se adapte à imunidade da população, aumentando sua capacidade de transmissão sem necessariamente se tornar mais letal.


Proteína Spike concentra as principais mutações

O principal diferencial da “Cicada” está na proteína Spike, estrutura responsável pela entrada do vírus nas células humanas.

A subvariante apresenta cerca de 75 mutações nessa proteína, número considerado elevado por especialistas. Essas alterações podem favorecer o chamado escape imunológico, permitindo que o vírus infecte pessoas previamente vacinadas ou que já tiveram a doença.

Ainda assim, isso não significa, até o momento, um aumento na gravidade dos quadros clínicos.


Sintomas permanecem semelhantes aos da Ômicron

Até agora, não foram identificadas mudanças relevantes no perfil clínico da doença causada pela nova subvariante.

Os sintomas continuam semelhantes aos das versões recentes da Ômicron, incluindo febre, dor de garganta, tosse, coriza e cansaço.

Não há registros de manifestações mais agressivas associadas à “Cicada”.


Vacinas seguem eficazes contra casos graves

Mesmo com as mutações, especialistas reforçam que as vacinas continuam sendo a principal proteção contra formas graves da doença.

Os imunizantes mantêm eficácia na prevenção de hospitalizações e mortes, ainda que possam ter redução na proteção contra infecção leve ao longo do tempo.

Esse cenário ocorre porque as subvariantes atuais ainda derivam da Ômicron, o que preserva parte da resposta imunológica.


Não há aumento de internações até o momento

Até agora, não há evidências de crescimento nos casos graves ou nas hospitalizações associados à nova subvariante.

Em alguns países, observa-se um possível aumento proporcional de casos entre crianças, hipótese que ainda está sendo investigada e pode estar ligada à menor exposição prévia ao vírus nesse grupo.


Chegada ao Brasil é considerada provável

Embora ainda não haja confirmação oficial da presença da BA.3.2 no Brasil, especialistas avaliam que a entrada da subvariante no país é uma questão de tempo.

A rápida disseminação internacional reforça a tendência de circulação global, como já ocorreu em fases anteriores da pandemia.


Queda na vacinação é principal ponto de atenção

Mais do que a nova subvariante, especialistas alertam que o principal fator de preocupação atualmente é a redução da cobertura vacinal.

Grupos como idosos, crianças pequenas e gestantes continuam mais vulneráveis, especialmente diante da queda na adesão às doses de reforço.

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