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Bolsonaro deixa UTI após melhora e segue em unidade semi-intensiva

Ex-presidente apresenta evolução clínica após quadro grave de pneumonia, mas ainda requer monitoramento contínuo e cuidados hospitalares


Melhora no quadro clínico permite saída da UTI

O ex-presidente Jair Bolsonaro deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e passou a receber cuidados em uma unidade semi-intensiva no hospital DF Star, em Brasília.

A mudança no nível de atendimento ocorreu após melhora clínica e laboratorial registrada nos últimos dias, segundo informações divulgadas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e pela equipe médica responsável.

Apesar do avanço, a alteração não significa alta hospitalar, mas sim uma redução no grau de complexidade do atendimento, indicando que o paciente já não está em risco imediato de morte.


Diagnóstico inicial foi grave e exigiu cuidados intensivos

Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13), quando foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, causada pela aspiração de conteúdo gástrico.

O ex-presidente deu entrada no hospital com sintomas como febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios, sendo rapidamente encaminhado à UTI.

Na ocasião, o quadro foi considerado grave por médicos, com risco de evolução para insuficiência respiratória — condição que pode levar à morte se não tratada com rapidez.


O que é a UTI e quando ela é necessária

A Unidade de Terapia Intensiva representa o nível mais alto de suporte dentro de um hospital.

É destinada a pacientes em estado crítico ou com risco iminente de morte, que necessitam de monitoramento constante e, muitas vezes, de suporte artificial para funções vitais.

Nesse ambiente, são utilizados recursos como ventilação mecânica, medicamentos para controle da pressão arterial e, em alguns casos, hemodiálise.

O acompanhamento é feito 24 horas por equipes multidisciplinares, garantindo resposta rápida a qualquer alteração no estado de saúde.


Unidade semi-intensiva: um estágio intermediário de recuperação

Com a melhora do quadro, Bolsonaro foi transferido para a unidade semi-intensiva, considerada um nível intermediário de cuidados.

Esse tipo de unidade é destinado a pacientes que já saíram do risco imediato, mas que ainda precisam de atenção constante e não têm condições de ir para um quarto comum.

O monitoramento segue contínuo, porém menos invasivo que na UTI, com foco em:

acompanhamento cardíaco regular, fisioterapia respiratória intensiva e continuidade do tratamento medicamentoso.


Tratamento continua com antibióticos e fisioterapia

Mesmo com a evolução positiva, o ex-presidente segue sob tratamento hospitalar.

Bolsonaro continua recebendo antibióticos para combater a infecção pulmonar, além de realizar fisioterapia respiratória e motora, fundamentais para a recuperação da função pulmonar e da mobilidade.

Exames recentes apontaram melhora na função renal e redução de marcadores inflamatórios, indicando boa resposta ao tratamento adotado pela equipe médica.


Estado ainda inspira cuidados, segundo familiares

Apesar da melhora, o quadro ainda exige atenção.

O vereador Carlos Bolsonaro afirmou nas redes sociais que a situação do pai segue “delicada” e que ele continua sendo monitorado constantemente para evitar pioras.

Segundo o relato, Bolsonaro ainda apresenta dificuldade para falar e respiração comprometida, sintomas compatíveis com o processo de recuperação de uma infecção pulmonar.

O ex-presidente Jair Bolsonaro em foto divulgada por Carlos; ex-vereador não diz se imagem foi feita durante o período da última internação do ex-presidente  • Reprodução/X @CarlosBolsonaro

Sem previsão de alta hospitalar

Até o momento, não há previsão oficial para a alta médica do ex-presidente.

Na última avaliação divulgada, os médicos indicaram que a internação deveria durar pelo menos sete dias, podendo se estender conforme a evolução do quadro clínico.

A permanência na unidade semi-intensiva indica avanço, mas também cautela, já que a recuperação completa de uma broncopneumonia pode ser gradual, especialmente em quadros mais graves.


Entenda a diferença entre UTI e semi-intensiva

A principal diferença entre os dois níveis de atendimento está na gravidade do paciente e na intensidade dos cuidados oferecidos.

Enquanto a UTI é voltada para situações críticas e risco iminente de morte, a unidade semi-intensiva atende pacientes em recuperação, que ainda precisam de monitoramento constante, mas com menor suporte invasivo.

Essa transição é considerada um sinal positivo na evolução clínica, indicando que o organismo está respondendo ao tratamento.

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