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Fila do INSS ultrapassa 3 milhões de pedidos antes da demissão do presidente

Número recorde de requerimentos pendentes expõe desafio na concessão de benefícios e motivou troca no comando do instituto


Fila do INSS atinge recorde histórico em 2026

A fila de pedidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alcançou um novo recorde em fevereiro de 2026, com mais de 3,1 milhões de requerimentos pendentes.

O volume elevado foi um dos principais fatores que levaram à demissão do então presidente do órgão, Gilberto Waller. A espera por benefícios já vinha crescendo desde meados de 2024, indicando uma tendência de alta que preocupa o governo.

Em março, houve uma redução no estoque de pedidos, que caiu para cerca de 2,79 milhões. Apesar da queda, o número ainda está longe de ser zerado — uma das promessas de campanha do governo federal.


Principais pedidos concentram maior parte da fila

Os dados mostram que a maior parte dos requerimentos está relacionada a benefícios essenciais.

Cerca de 900 mil pedidos são de aposentadorias, enquanto outros 690 mil correspondem a benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Já aproximadamente 671 mil solicitações aguardam perícia médica.

A maior parte dos pedidos está na fila há menos de 45 dias, mas o alto volume diário de novas solicitações dificulta a redução mais rápida do estoque.


Entrada de novos pedidos segue em alta

Outro fator que pressiona o sistema é o aumento constante na entrada de novos requerimentos.

Em março de 2026, a média foi de 61 mil novos pedidos por dia, superando o volume registrado no mês anterior.

Esse fluxo elevado contribui para manter a fila em patamares altos, mesmo com o esforço para ampliar o número de análises concluídas.


Medidas adotadas para reduzir a fila

Para tentar conter o crescimento da fila, o INSS adotou uma série de estratégias operacionais.

Entre as principais ações estão a nacionalização da fila, que permite que servidores de diferentes regiões analisem processos de todo o país, e a realização de mutirões administrativos e de perícia médica.

Também foram criados grupos de trabalho especializados para lidar com casos mais complexos e acelerar a análise dos pedidos.

Segundo o órgão, mais de 1,6 milhão de processos foram concluídos em março, contribuindo para a redução parcial do estoque.


Mudança no comando do INSS

A dificuldade em conter o crescimento da fila levou à troca na presidência do instituto.

Gilberto Waller foi substituído por Ana Cristina Viana Silveira, servidora de carreira com experiência na área previdenciária e ex-presidente do Conselho de Recursos da Previdência Social.

De acordo com o ministro da Previdência, a mudança reflete a necessidade de focar no principal problema do órgão: a demora na análise dos pedidos.


Crise recente impactou gestão do instituto

A atual situação do INSS também está ligada a uma crise recente envolvendo fraudes em benefícios.

Investigações apontaram descontos indevidos em aposentadorias e pensões, que podem ter somado bilhões de reais entre 2019 e 2024.

A operação levou ao afastamento de dirigentes e mudanças na estrutura do órgão, afetando o funcionamento interno e os fluxos de análise.


Desafio segue para os próximos meses

Apesar da redução registrada em março, o alto número de pedidos pendentes mostra que o INSS ainda enfrenta um desafio estrutural significativo.

A expectativa do governo é que, com as novas medidas e a mudança de gestão, o ritmo de análise aumente e a fila diminua gradualmente.

Enquanto isso, milhões de brasileiros seguem aguardando a concessão de benefícios essenciais, como aposentadorias, pensões e auxílios assistenciais.

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