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Desemprego volta a subir no Brasil e atinge 6,1% no início de 2026, aponta IBGE

Alta no trimestre encerrado em março reflete desaceleração do mercado de trabalho, apesar de renda média recorde


Taxa de desemprego registra alta e chega a 6,1%

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no trimestre móvel encerrado em março de 2026, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado representa o nível mais alto desde maio de 2025, quando o índice havia atingido 6,2%.

Apesar da elevação, o número ainda configura a menor taxa já registrada para um trimestre encerrado em março dentro da série histórica, indicando que o mercado de trabalho segue em patamar relativamente baixo, mesmo com sinais de desaceleração.


Cresce número de desempregados no trimestre

O levantamento da PNAD Contínua mostra que o total de pessoas desocupadas chegou a 6,579 milhões. O número representa um salto de 19,6% em relação ao trimestre anterior, evidenciando uma piora recente no mercado.

Na comparação anual, no entanto, houve queda de 13%, o que reforça que o cenário ainda é mais favorável do que o observado em 2025.


Emprego recua no curto prazo, mas mantém alta no ano

O número de pessoas ocupadas no país foi estimado em 101,976 milhões. Houve recuo de 1,0% na comparação com o trimestre anterior, mas crescimento de 1,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo o IBGE, essa redução está ligada a fatores sazonais, como o enfraquecimento do comércio após o fim de ano e o encerramento de contratos temporários em setores como educação e saúde.


Renda média bate recorde histórico

Mesmo com a alta do desemprego, a renda média real dos trabalhadores atingiu R$ 3.722 no período. O valor representa crescimento de 1,6% no trimestre e de 5,5% na comparação anual, já descontada a inflação.

Esse avanço indica que, apesar da desaceleração no emprego, o rendimento segue sustentando o consumo das famílias.


Mercado formal e informal apresentam queda

Os dados mostram que tanto o emprego formal quanto o informal registraram retração no trimestre. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado caiu 0,6%, enquanto os sem carteira recuaram 2,1%.

O movimento reforça o cenário de ajuste no mercado de trabalho no início do ano, período tradicionalmente marcado por desaceleração após as contratações temporárias do fim do ano anterior.


Cenário econômico indica alta gradual do desemprego

Analistas avaliam que a taxa de desemprego deve continuar subindo de forma gradual ao longo de 2026, acompanhando um ritmo mais fraco da economia.

Ao mesmo tempo, o mercado de trabalho ainda demonstra resiliência, o que ajuda a sustentar a renda e o consumo. Esse equilíbrio é observado de perto pelo Banco Central do Brasil, que recentemente reduziu a taxa básica de juros Selic para 14,50%.

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