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PGR apoia prisão domiciliar para Bolsonaro; ex-presidente pode sair da UTI em 24h

Parecer cita risco clínico e necessidade de cuidados contínuos, enquanto boletim aponta evolução favorável no tratamento de pneumonia


PGR defende mudança no regime de prisão

A Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

O parecer foi enviado ao Supremo Tribunal Federal e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo caso.

A defesa do ex-presidente havia solicitado a medida com base no estado de saúde dele, que está internado desde o último dia 13.


Saúde motivou recomendação da PGR

No documento, o procurador-geral Paulo Gonet afirma que a evolução clínica de Bolsonaro justifica a flexibilização do regime prisional.

Segundo ele, o quadro médico exige cuidados constantes que não podem ser plenamente garantidos no sistema prisional.

“A evolução clínica recomenda a flexibilização do regime”, destacou o chefe da PGR.

O parecer também ressalta que o Estado tem o dever de preservar a integridade física e moral de pessoas sob sua custódia.


Bolsonaro segue internado com pneumonia

Jair Bolsonaro está internado no Hospital DF Star para tratar uma pneumonia decorrente de broncoaspiração.

De acordo com o boletim médico mais recente, divulgado nesta segunda-feira (23), o ex-presidente apresenta:

Quadro clínico estável
Evolução considerada favorável
Ausência de febre e intercorrências

A equipe médica informou que, mantido o progresso, Bolsonaro pode receber alta da UTI nas próximas 24 horas.


Tratamento segue intensivo

Mesmo com a melhora, o tratamento ainda exige atenção:

Antibióticos intravenosos
Suporte clínico intensivo
Fisioterapia respiratória e motora

Os médicos também alertam para o histórico de comorbidades, que pode aumentar o risco de novos episódios de mal-estar.


Moraes já negou pedido anterior

O ministro Alexandre de Moraes já havia negado um pedido anterior de prisão domiciliar no início de março.

Na ocasião, ele argumentou que a medida é excepcional e que Bolsonaro não atendia aos critérios necessários.

Além disso, destacou que o ex-presidente mantinha rotina ativa de visitas e acompanhamento médico constante, o que indicaria estabilidade no quadro de saúde.


Condições na prisão foram consideradas adequadas

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena na chamada “Papudinha”, unidade localizada no complexo da Papuda, em Brasília.

O local conta com:

Estrutura com quarto, banheiro e área externa
Atendimento médico frequente
Acompanhamento diário de profissionais de saúde

Segundo informações oficiais, o ex-presidente já recebeu mais de 140 atendimentos médicos desde que foi preso.


Condenação e contexto jurídico

Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

A análise do pedido de prisão domiciliar agora depende da decisão do Supremo Tribunal Federal, com base no parecer da PGR e nos laudos médicos apresentados.


Decisão pode sair nos próximos dias

Com a manifestação da Procuradoria-Geral da República e a evolução do quadro clínico, cresce a expectativa sobre a decisão do ministro relator.

O caso une fatores jurídicos e médicos, o que tende a pesar na análise final.

Enquanto isso, Bolsonaro segue internado, com melhora gradual e possibilidade de deixar a UTI em breve — elemento que pode influenciar diretamente o desfecho do pedido.

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