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Bolsonaro apresenta melhora clínica, mas segue sem previsão de alta em Brasília

Ex-presidente evolui no tratamento de infecção pulmonar enquanto defesa aguarda decisão do STF sobre pedido de prisão domiciliar


Quadro de saúde apresenta evolução, mas alta ainda é incerta

O ex-presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta, apesar de apresentar melhora clínica nos últimos dias.

De acordo com o boletim médico mais recente, houve avanço significativo no quadro pulmonar, identificado por exames de tomografia que apontaram evolução em ambos os pulmões. Além disso, os marcadores inflamatórios — indicadores importantes do estado geral do organismo — também apresentaram redução, o que indica resposta positiva ao tratamento.

A equipe médica já havia estimado inicialmente um período mínimo de uma semana de internação, prazo que ainda segue em aberto diante da necessidade de acompanhamento contínuo.


Internação em unidade semi-intensiva indica estágio intermediário

Atualmente, Bolsonaro está em uma UTI de cuidados intermediários, considerada uma transição entre a terapia intensiva e o quarto convencional.

Esse tipo de unidade é destinado a pacientes que ainda demandam atenção constante, mas que já apresentam sinais de estabilização clínica. Na prática, representa um avanço no quadro, embora ainda exija monitoramento rigoroso.

Segundo o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o caso, o tratamento com antibióticos está aproximadamente na metade. Caso a evolução positiva continue, existe a possibilidade de saída da UTI até o final da semana.


Tratamento envolve antibióticos e fisioterapia respiratória

O ex-presidente foi diagnosticado com uma infecção pulmonar bacteriana após dar entrada no hospital na última sexta-feira (13), apresentando sintomas como vômito, calafrios e mal-estar.

Além da antibioticoterapia, o tratamento inclui fisioterapia respiratória e motora, fundamentais para recuperação pulmonar e manutenção da capacidade funcional.

O quadro chegou a se agravar no sábado (14), quando houve piora nas funções renais e aumento dos marcadores inflamatórios. No entanto, a evolução posterior permitiu sua transferência para a unidade semi-intensiva na segunda-feira (16).


Defesa aguarda decisão de Alexandre de Moraes sobre domiciliar

Paralelamente ao tratamento médico, a defesa de Bolsonaro aguarda uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes sobre o pedido de prisão domiciliar.

O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, relacionada à investigação sobre tentativa de golpe de Estado, e está sob custódia na unidade conhecida como Papudinha, em Brasília.

Na última terça-feira (17), os advogados reforçaram o pedido, argumentando que a medida não configura privilégio, mas sim uma necessidade médica.


Argumentos da defesa destacam riscos à saúde

Segundo a equipe jurídica, a transferência para prisão domiciliar permitiria melhores condições de tratamento e reduziria riscos clínicos.

A defesa sustenta que o ambiente domiciliar garantiria acompanhamento contínuo, tanto por familiares quanto por profissionais de saúde, além de facilitar o acesso imediato a atendimento hospitalar em caso de emergência.

O senador Flávio Bolsonaro também se reuniu com Moraes e classificou o encontro como “tranquilo e objetivo”. De acordo com ele, o ministro indicou que a análise do pedido será feita em momento oportuno, sem estipular prazo.


Relatório médico aponta risco de novas complicações

De acordo com os advogados, o relatório médico do ex-presidente indica a possibilidade de novos episódios de saúde, o que reforça a necessidade de revisão das condições de custódia.

A permanência em ambiente prisional, segundo a defesa, pode representar um “risco progressivo” ao paciente, especialmente diante do histórico recente de agravamento do quadro clínico.

Enquanto isso, Bolsonaro segue sob monitoramento constante, com evolução considerada positiva, mas ainda sem definição sobre quando poderá deixar a unidade hospitalar ou sobre eventual mudança em seu regime de cumprimento de pena.

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