Irmãos de 9 e 11 anos tentaram fugir das chamas, mas não conseguiram escapar; caso ocorreu na Zona Oeste da cidade
Incêndio atinge apartamento e termina em tragédia familiar
Duas crianças morreram durante um incêndio em um apartamento no Residencial Ignêz Andreazza, localizado no bairro de Areias, na Zona Oeste do Recife, na madrugada desta quinta-feira (19).
As vítimas, dois irmãos de 9 e 11 anos, tentaram fugir das chamas pela janela do quarto onde dormiam, mas acabaram ficando presas na grade de proteção e morreram no local.
O imóvel, situado no segundo andar de um dos blocos do conjunto habitacional, era ocupado por cinco pessoas da mesma família.
Crianças não conseguiram escapar do quarto em chamas
De acordo com relatos de moradores, o incêndio começou por volta das 3h30 da madrugada. As chamas se espalharam rapidamente pelo ambiente, surpreendendo os ocupantes do imóvel.
Os meninos estavam no quarto e não conseguiram sair a tempo, ficando encurralados pelo fogo. Na tentativa de escapar, foram até a janela, mas a grade de proteção impediu a saída.
Imagens registradas no momento do incêndio mostram a gravidade da situação, mas não foram divulgadas devido ao seu conteúdo sensível.
Outros moradores ficaram feridos após inalar fumaça
Além das duas vítimas fatais, outras três pessoas que estavam no apartamento ficaram feridas. Segundo o Corpo de Bombeiros, trata-se de dois homens, de 78 e 39 anos, e uma mulher de 44 anos.
Eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital da Restauração, onde seguem em atendimento. Até o momento, não há informações detalhadas sobre o estado de saúde dos sobreviventes.
Ainda conforme os bombeiros, apesar de não apresentarem ferimentos visíveis, as vítimas inalaram grande quantidade de fumaça.
Grande quantidade de materiais pode ter agravado o incêndio
O incêndio mobilizou cinco equipes do Corpo de Bombeiros e também contou com atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), acionado por volta das 3h58.
Segundo informações preliminares, a grande quantidade de objetos e equipamentos eletrônicos acumulados no apartamento pode ter contribuído para a rápida propagação do fogo.
O síndico do residencial relatou que o morador do imóvel acumulava diversos eletrodomésticos antigos, o que pode ter intensificado as chamas.
A perícia técnica confirmou que o local apresentava condições irregulares, com presença significativa de entulhos e materiais inflamáveis.
Perícia aponta foco inicial próximo ao quarto das vítimas
De acordo com os primeiros levantamentos realizados por peritos do Instituto de Criminalística, o incêndio teria começado próximo à porta do quarto onde estavam as crianças.
A situação encontrada no imóvel chamou a atenção das equipes devido ao alto risco estrutural e de incêndio.
Além disso, foram identificadas rachaduras graves no apartamento do andar superior, o que levou à interdição de duas unidades pela Defesa Civil.
Caso será investigado pela Polícia Civil
A Polícia Civil de Pernambuco informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia de Afogados.
As causas do incêndio ainda não foram oficialmente determinadas, especialmente devido à grande quantidade de materiais encontrados no local, que dificulta a identificação precisa da origem das chamas.
Conjunto habitacional é um dos maiores da América Latina
O Residencial Ignêz Andreazza, onde ocorreu a tragédia, foi construído em 1983 e é considerado um dos maiores conjuntos habitacionais da América Latina.
O incêndio reacende o alerta sobre riscos em imóveis com acúmulo excessivo de materiais e a importância de medidas de segurança, especialmente em residências com grades de proteção que podem dificultar a evacuação em situações de emergência.









































































































