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Cruzeiro com surto de hantavírus tem cepa andina confirmada e mobiliza autoridades de saúde em vários países

Variante rara e capaz de transmissão entre humanos é identificada em passageiros; evacuações, bloqueios e isolamento marcam resposta internacional


Surto em navio internacional coloca saúde global em alerta

Autoridades sanitárias de diferentes países acompanham com preocupação um surto de hantavírus registrado a bordo de um cruzeiro internacional. A situação ganhou destaque após a confirmação de que os casos estão ligados à variante andina, considerada a única com possibilidade de transmissão entre pessoas.

A embarcação, que transporta 88 passageiros e 59 tripulantes de diversas nacionalidades, tornou-se foco de atenção após registros de infecções graves e mortes durante a viagem.


Confirmação da variante eleva nível de atenção

O Ministério da Saúde da África do Sul confirmou que um dos passageiros infectados apresenta a cepa andina do vírus. Essa variante é diferente das demais por permitir transmissão em situações específicas de contato próximo entre humanos, o que não é comum nos hantavírus.

Especialistas destacam que, apesar dessa característica, a transmissão não ocorre com facilidade e depende de condições muito específicas, como convivência próxima e prolongada.


Casos confirmados na Europa e isolamento imediato

Um passageiro que esteve no cruzeiro foi diagnosticado na Suíça após apresentar sintomas. Ele foi rapidamente isolado em um hospital em Zurique, enquanto sua esposa, mesmo sem sinais da doença, também foi colocada em isolamento por precaução.

Exames laboratoriais confirmaram a presença da variante andina, reforçando a ligação com o surto no navio. As autoridades suíças avaliam o risco de novos casos como baixo, mas seguem monitorando possíveis contatos.


Mortes confirmadas e evacuação de pacientes

Até o momento, três mortes foram registradas entre pessoas que estavam a bordo do cruzeiro: um casal de origem holandesa e uma mulher alemã.

Outros passageiros foram transferidos para hospitais, incluindo dois casos levados para a África do Sul — um deles não resistiu, enquanto o outro permanece internado.

Cabo Verde iniciou uma operação para retirar pessoas infectadas da embarcação e levá-las para atendimento médico na capital do país.


Espanha impede atracação e reforça medidas de controle

Diante do risco sanitário, a Espanha decidiu impedir que o navio atraque nas Ilhas Canárias. A medida foi tomada após a confirmação de que a embarcação pretendia seguir para a região.

A decisão busca evitar qualquer possibilidade de introdução do vírus em território local, mesmo com o risco considerado baixo pelas autoridades.


Origem do surto pode estar ligada à América do Sul

O cruzeiro partiu do extremo sul da América do Sul no início de abril, o que levanta a hipótese de que a infecção tenha ocorrido ainda nessa etapa da viagem.

A variante andina do hantavírus é conhecida por circular nessa região, o que reforça a ligação entre o local de origem da viagem e os casos registrados.


Entenda o hantavírus e seus riscos

O hantavírus é transmitido, na maioria dos casos, pelo contato com secreções de roedores infectados. Ele pode causar uma doença grave que afeta principalmente o sistema respiratório.

No caso da variante andina, existe a possibilidade de transmissão entre pessoas, mas isso ocorre raramente e exige contato próximo.

Os sintomas mais comuns incluem febre, dores no corpo, cansaço e, em situações mais graves, dificuldade para respirar.


Situação segue sob monitoramento internacional

O surto no cruzeiro continua sendo acompanhado por autoridades de saúde de vários países. Medidas como isolamento de pacientes, rastreamento de contatos e restrições de deslocamento estão sendo aplicadas para evitar novos casos.

Apesar da gravidade, especialistas reforçam que o risco de disseminação em larga escala é considerado baixo, principalmente devido à rápida resposta das autoridades.

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