O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), declarou apoio ao projeto de lei da vereadora Amanda Vettorazzo (União), que impede a contratação de artistas pelo poder público caso promovam apologia ao crime organizado. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (10/2) durante um evento para anunciar investimentos culturais na cidade.
O PL foi apresentado em meio a uma polêmica entre Vettorazzo e o rapper Oruam, que acusou a vereadora de elitismo cultural ao questionar a participação de artistas do gênero em eventos financiados com dinheiro público.
“Eu não conheço as músicas do rapaz [Oruam], para você ver que eu tenho um bom gosto para música, porque eu nunca vi músicas desse cara. Pelo que eu vi, ela [Vettorazzo] questionou sobre uma pessoa, não sobre uma questão cultural”, disse Nunes.
Durante o evento, o prefeito também negou que os editais culturais estejam sendo direcionados para favorecer grupos políticos e reforçou sua posição contra a apologia ao crime na cultura paulistana. Segundo ele, pedirá ao secretário de Cultura, Totó Parente (MDB), que os editais deixem claro essa restrição.
“Apologia ao crime na cidade de São Paulo não irá acontecer. Nós não vamos permitir em hipótese alguma que qualquer um que se inscreva em nossos editais, que faça apologia ao crime, seja aceito ou escolhido. Não será. Aqui a gente não admite”, declarou.
O debate sobre o PL segue gerando controvérsias entre setores da cultura e a política paulistana, reacendendo a discussão sobre os limites da liberdade artística e o papel do poder público na curadoria de eventos financiados pelo município.