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Sob chuva, Nikolas Ferreira critica STF, cita resort ligado a Toffoli e Banco Master em caminhada rumo a Brasília

Deputado afirma que escândalos envolvendo ministros e sistema financeiro deveriam resultar em impeachment e prisão de envolvidos


Caminhada pela Liberdade chega ao quinto dia

Sob chuva e acompanhado de apoiadores, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) iniciou nesta sexta-feira o quinto dia da chamada “Caminhada pela Liberdade”, mobilização que partiu do interior de Minas Gerais e segue em direção a Brasília.

O ato teve início na última segunda-feira e reúne aliados políticos e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, com previsão de chegada à capital federal no domingo, onde está marcada uma manifestação.

Durante o trajeto, Nikolas tem feito discursos duros contra o Supremo Tribunal Federal (STF), o sistema de Justiça e autoridades envolvidas em investigações recentes.


“A Justiça é cega de um olho”, diz Nikolas

Em uma das falas mais contundentes da caminhada, Nikolas afirmou que o movimento ocorre “pela justiça desse país”, mas criticou duramente o funcionamento das instituições.

Segundo ele, o sistema judiciário brasileiro estaria falhando ao não agir com rigor diante de escândalos recentes.

“A justiça desse país praticamente é cega só de um olho”, declarou o parlamentar, ao mencionar investigações e denúncias que envolvem autoridades de alto escalão.


Nikolas cita escândalos em resort ligado a Toffoli

Um dos principais alvos das críticas foi o ministro Dias Toffoli, do STF. Nikolas mencionou diretamente escândalos envolvendo um resort associado a familiares do ministro, apontando que o caso deveria ter consequências mais severas.

“Os escândalos estão acontecendo ali, no resort do Toffoli. Isso daí já deveria ser impeachment pra ele há muito tempo”, afirmou.

A declaração ocorre em meio a debates públicos sobre a relação entre familiares de Toffoli e empreendimentos turísticos no Paraná, que teriam recebido investimentos de fundos ligados a investigações financeiras.


Banco Master e possíveis crimes financeiros

Nikolas também citou o Banco Master, alvo de investigações por suspeitas de irregularidades financeiras, e afirmou que o caso envolve outras autoridades e pessoas influentes.

“Nós estamos vendo um Banco Master, juntamente com o envolvimento com outros ministros e outras pessoas”, disse.

O deputado foi enfático ao defender punições rigorosas caso crimes sejam comprovados:

“Quem tiver envolvimento criminoso tem que pagar. Ir pra cadeia. Pra cadeia. Pra cadeia.”


Deputado reage a rumores sobre ligação com Daniel Vorcaro

Durante o discurso, Nikolas também rebateu informações de que seu nome teria aparecido em registros ligados a Daniel Vorcaro, empresário associado ao Banco Master.

Ele desafiou críticos a apresentarem provas de qualquer relação financeira irregular.

“Disseram que o meu nome apareceu na lista telefônica de Daniel Vorcaro. Quando aparecer um contrato meu com o Daniel Vorcaro de cento e vinte e nove milhões, aí vocês podem me prender, beleza?”, declarou.

O parlamentar ainda ironizou acusações e disse que tentativas de associação seriam uma forma de descredibilizar o movimento.


Manifestação segue até Brasília

A caminhada reúne manifestantes vestidos majoritariamente com roupas verdes e amarelas, camisetas com frases políticas e bandeiras do Brasil. O grupo tem percorrido cidades em Minas Gerais e Goiás, enfrentando chuva e longas distâncias a pé.

A expectativa é que a mobilização culmine em um grande ato em Brasília, com discursos voltados à crítica ao STF, denúncias de supostos abusos institucionais e defesa de mudanças no sistema político e judiciário.


Discurso político e embate institucional

As falas de Nikolas Ferreira reforçam o clima de tensão entre setores do Legislativo e o Supremo Tribunal Federal, especialmente em torno de investigações financeiras, decisões judiciais e a atuação de ministros da Corte.

Ao longo da caminhada, o deputado tem adotado um tom de enfrentamento, afirmando que o movimento busca pressionar por responsabilização, transparência e punição de envolvidos em escândalos, independentemente do cargo ocupado.