Com conflito na quarta semana, Reuters revela articulações entre líderes e tentativa de mediação em meio à escalada militar
Paquistão se oferece para sediar negociações de paz
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que o país está disposto a sediar negociações entre os Estados Unidos e o Irã para tentar encerrar o conflito no Golfo.
Segundo informações da Reuters, a proposta depende da concordância das partes e ocorre em meio a esforços diplomáticos para reduzir as tensões.
Conflito começou após ataques coordenados contra o Irã
A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos iranianos, alegando falta de avanços nas negociações sobre o programa nuclear do país.
Desde então, o conflito se intensificou.
O Irã respondeu com ataques a bases americanas na região, atingiu infraestrutura energética e comprometeu o fluxo no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de petróleo e gás.
Reuters revela bastidores da decisão de Trump
De acordo com apuração da Reuters, o presidente Donald Trump autorizou a operação militar após uma conversa telefônica com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, menos de 48 horas antes do início dos ataques.
Durante o contato, Netanyahu defendeu a ofensiva e argumentou que havia uma oportunidade rara de atingir a liderança iraniana, incluindo o líder supremo Ali Khamenei, com base em informações de inteligência.
A decisão final de avançar com a operação foi tomada em 27 de fevereiro, e os primeiros bombardeios ocorreram no dia seguinte.
Estratégia incluiu ataques a centros militares e liderança
A operação teve como foco instalações nucleares, centros de comando e estruturas ligadas ao programa de mísseis balísticos do Irã, segundo autoridades ouvidas pela Reuters.
A ofensiva fazia parte de uma estratégia mais ampla para reduzir a capacidade militar iraniana e impedir o avanço de seu programa nuclear.
Trump fala em diálogo, mas Irã nega negociações
Mesmo com a escalada do conflito, Donald Trump afirmou que houve conversas “produtivas” com o Irã nos últimos dias.
Segundo ele, os contatos teriam sido iniciados recentemente com o objetivo de alcançar uma solução completa para as hostilidades.
No entanto, autoridades iranianas negaram que qualquer negociação direta tenha ocorrido, classificando os relatos como falsos.
Guerra provoca impacto global e eleva preço do petróleo
A escalada militar já provoca efeitos significativos na economia mundial.
Os preços do petróleo dispararam e chegaram a ultrapassar US$ 114 por barril, refletindo o temor de interrupções no fornecimento global.
Mesmo após oscilações, os valores seguem elevados diante da instabilidade na região do Golfo.
Ataques continuam e atingem áreas urbanas
No campo militar, os confrontos seguem intensos.
Mísseis iranianos atingiram Tel Aviv, causando danos em áreas residenciais e acionando sistemas de alerta, segundo relatos.
No Irã, ataques também deixaram vítimas.
Um bombardeio na cidade de Tabriz matou ao menos oito pessoas e deixou dezenas de feridos, de acordo com autoridades locais citadas pela Reuters.
Explosões também foram registradas em diferentes pontos de Teerã.
Israel amplia operações e mira novas frentes
Israel intensificou suas operações militares, incluindo ações contra o Hezbollah no Líbano.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que o país avalia expandir sua presença no sul do Líbano até o rio Litani.
Negociação enfrenta resistência e cenário segue incerto
Apesar da oferta do Paquistão, autoridades ouvidas pela Reuters indicam que a possibilidade de um acordo ainda é incerta.
Fontes apontam que o Irã endureceu sua posição desde o início da guerra, enquanto Estados Unidos e Israel mantêm exigências rigorosas, como restrições ao programa nuclear e ao desenvolvimento de mísseis.
Diplomacia tenta avançar em meio à escalada
A proposta de mediação do Paquistão surge como uma tentativa de abrir espaço para o diálogo em um dos conflitos mais tensos da atualidade.
Ainda assim, com ataques contínuos e divergências profundas entre as partes, o caminho para um cessar-fogo permanece indefinido, mantendo o cenário internacional em alerta.








































































































