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Anvisa suspende lotes da Mamba Water após encontrar bactéria em água mineral

Recolhimento atinge somente as latas de 350 ml dos lotes 13 e 14; consumidores devem conferir a identificação impressa na embalagem e interromper o consumo.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou o recolhimento de dois lotes da Mamba Water Água Mineral Sem Gás após análises identificarem a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa. A decisão também suspende a comercialização, a distribuição e o uso das unidades atingidas.

A medida vale exclusivamente para as latas de 350 ml dos lotes 13 e 14, fabricadas em abril de 2026. Outros tamanhos, lotes ou produtos da marca não aparecem na determinação divulgada.

A contaminação foi identificada pela própria fabricante, a HNK BR Indústria de Bebidas Ltda., durante testes de controle de qualidade. A empresa comunicou o resultado à Anvisa e iniciou o recolhimento voluntário.

Até o momento, não há informação sobre consumidores que tenham apresentado problemas de saúde relacionados ao produto.


Quais lotes da Mamba Water foram recolhidos

A determinação envolve a Mamba Water Água Mineral Sem Gás comercializada em latas de 350 ml.

O lote 13 foi fabricado em 3 de abril de 2026 e tem validade até 3 de abril de 2027. O lote 14 foi produzido em 4 de abril de 2026 e vence em 4 de abril de 2027.

O consumidor deve verificar essas informações na própria embalagem. A presença da marca Mamba Water, isoladamente, não significa que o produto esteja contaminado, porque a medida sanitária está restrita aos dois lotes indicados.

Quem estiver com uma unidade atingida não deve beber a água. A orientação é interromper o consumo e procurar a fabricante ou o estabelecimento onde o produto foi comprado para obter informações sobre a devolução e o recolhimento.


O que é a bactéria encontrada na água

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria encontrada em diferentes ambientes, especialmente na água e no solo. Ela é considerada um microrganismo oportunista, porque tende a provocar problemas principalmente quando encontra um organismo mais vulnerável.

Pessoas saudáveis geralmente apresentam risco menor. Entretanto, a bactéria pode causar infecções mais graves em pacientes hospitalizados, pessoas imunossuprimidas, transplantados, indivíduos em tratamento contra o câncer ou com determinadas doenças crônicas.

Dependendo da condição do paciente e da forma de exposição, o microrganismo pode estar associado a infecções nos pulmões, no trato urinário, na pele, em feridas e na corrente sanguínea.

Além disso, algumas cepas da bactéria podem apresentar resistência a antibióticos, dificultando o tratamento de determinadas infecções. Isso ajuda a explicar por que sua presença é tratada com rigor pelas autoridades sanitárias.

A legislação brasileira não permite a presença de Pseudomonas aeruginosa em água destinada ao consumo humano, mesmo que o risco de adoecimento não seja igual para todas as pessoas.


Detecção ocorreu durante controle de qualidade

Segundo as informações divulgadas, a contaminação foi descoberta em análises de rotina realizadas pela própria fabricante. Depois da identificação, a empresa comunicou o problema à Anvisa.

O recolhimento é classificado como voluntário porque foi iniciado pela responsável pelo produto, mas a resolução da agência tornou obrigatória a suspensão da venda, distribuição e utilização dos lotes envolvidos.

A retirada preventiva busca impedir que outras unidades potencialmente contaminadas continuem disponíveis no mercado ou sejam consumidas enquanto a origem do problema é investigada.

A resolução não detalha em qual etapa da produção ocorreu a contaminação nem informa quantas latas dos dois lotes foram distribuídas. Também não esclarece quais cidades ou estados receberam os produtos.


Bactéria também foi detectada em outros produtos

Este é o terceiro episódio divulgado em poucos meses envolvendo a identificação da mesma espécie de bactéria em produtos comercializados no Brasil.

Em abril, a Pseudomonas aeruginosa foi encontrada em lotes de produtos fabricados pela Ypê. Em junho, a presença do microrganismo levou ao recolhimento de um lote da água mineral Crystal.

A identificação da mesma bactéria não significa que os episódios tenham relação entre si. São produtos, fabricantes e processos produtivos diferentes. Até que as autoridades apresentem evidências nesse sentido, os casos devem ser tratados como ocorrências sanitárias independentes.

A repetição dos alertas, porém, reforça a importância dos controles microbiológicos, da fiscalização e da comunicação rápida aos consumidores quando uma irregularidade é identificada.


O que fazer se a água já tiver sido consumida

O consumo de uma unidade pertencente aos lotes recolhidos não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá uma infecção. O risco depende de fatores como condição de saúde, quantidade consumida e eventual presença do microrganismo naquela embalagem.

Quem ingeriu o produto e não apresenta sintomas deve acompanhar o próprio estado de saúde. Pessoas pertencentes a grupos mais vulneráveis podem buscar orientação profissional, especialmente se surgirem sinais de infecção ou mal-estar.

Em caso de sintomas, é importante procurar atendimento médico e informar que houve consumo de uma água pertencente a um lote recolhido por possível contaminação microbiológica. Não é recomendável adotar medicamentos ou antibióticos por conta própria.


Consumidor deve conferir lote, não apenas a marca

O principal cuidado neste momento é evitar alarmismo e, ao mesmo tempo, não ignorar a determinação sanitária. O recolhimento não abrange todas as águas Mamba Water, mas apenas duas produções específicas.

Antes de consumir, o cliente deve conferir o volume, o número do lote, a data de fabricação e a validade. Se as informações corresponderem aos lotes 13 ou 14, a unidade deve ser separada e não pode ser aberta ou consumida.

A suspensão permanecerá válida enquanto são executadas as medidas de recolhimento e apuradas as circunstâncias da contaminação.

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