Presidente brincou com o fato de apenas Danilo ter voltado ao Brasil no avião da delegação e sugeriu que Carlo Ancelotti utilize um robô desenvolvido no Instituto Mauá para conquistar o próximo Mundial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou nesta segunda-feira, 13 de julho, o retorno da Seleção Brasileira após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Durante uma visita aos laboratórios do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul, na Região Metropolitana de São Paulo, Lula comentou que apenas um dos 26 jogadores convocados retornou ao Brasil no avião reservado para a delegação.
O único atleta presente no voo foi o zagueiro Danilo, jogador do Flamengo. Integrantes da comissão técnica e funcionários da Confederação Brasileira de Futebol também viajaram na aeronave.
Em tom de brincadeira, Lula afirmou que a Seleção havia viajado com várias pessoas, mas retornado praticamente sozinha.
O presidente também sugeriu que o técnico Carlo Ancelotti utilizasse um robô desenvolvido por um estudante da instituição para ajudar o Brasil a conquistar a próxima Copa do Mundo.
Lula diz que quase ninguém voltou no avião da Seleção
Durante o discurso no Instituto Mauá de Tecnologia, Lula fez referência ao retorno esvaziado da delegação brasileira após a eliminação no Mundial.
“Mandei um recado para o Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira. Aquela que foi com um monte de gente e voltou ‘sozinho’. Quase não tinha ninguém para voltar no avião da Seleção, gente, que vergonha”, declarou o presidente.
Lula destacou que apenas um jogador havia retornado na aeronave destinada à equipe.
“Só voltou um jogador no avião, gente, o resto ficou tudo para lá. Se tivesse ganho, estava todo mundo dançando aqui”, acrescentou, arrancando risadas das pessoas que acompanhavam a cerimônia.
A declaração foi feita em tom descontraído, durante uma fala sobre tecnologia, educação e os projetos desenvolvidos pelos estudantes da instituição.
Apenas Danilo retornou com a delegação ao Brasil
A Seleção Brasileira deixou os Estados Unidos depois de ser eliminada pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo.
O avião da delegação chegou ao Brasil na quarta-feira, 8 de julho, mas somente Danilo estava entre os jogadores convocados que utilizaram o voo.
A aeronave também transportou integrantes da comissão técnica e funcionários da CBF.
O retorno no avião da delegação não era obrigatório. Os atletas estavam liberados para seguir diretamente para outros destinos depois da eliminação, principalmente por causa do período de férias antes da reapresentação aos clubes.
Grande parte do elenco optou por permanecer no exterior.
A ausência dos demais jogadores chamou atenção porque o voo havia sido preparado para trazer a equipe de volta ao país depois da participação no Mundial.
Retorno com um jogador repercutiu na imprensa internacional
A presença de apenas um atleta no avião da Seleção também repercutiu em veículos de comunicação estrangeiros.
Jornais da Inglaterra, da Espanha e de Portugal destacaram que Danilo havia sido o único jogador a retornar com a delegação oficial.
A situação ganhou espaço nas redes sociais e provocou diferentes reações entre torcedores.
Parte do público criticou a ausência dos jogadores, enquanto outros lembraram que o retorno era facultativo e que os atletas estavam autorizados a iniciar as férias em outros países.
A CBF não obrigou os convocados a viajar no avião da delegação, permitindo que cada jogador organizasse o próprio deslocamento depois da eliminação.
Brasil foi eliminado pela Noruega nas oitavas de final
A Seleção Brasileira foi eliminada da Copa do Mundo no dia 5 de julho, depois de perder para a Noruega nas oitavas de final.
A derrota encerrou mais uma tentativa do Brasil de conquistar o hexacampeonato mundial.
O resultado também representou a sexta eliminação consecutiva da Seleção para uma equipe europeia em confrontos de mata-mata da Copa do Mundo.
Desde o título conquistado em 2002, o Brasil foi eliminado por França, Holanda, Alemanha, Bélgica, Croácia e, agora, Noruega.
A Seleção voltou a deixar o torneio antes das semifinais, ampliando o período sem conquistar o Mundial.
Lula sugere contratação de robô para Ancelotti
Além da brincadeira sobre o retorno da delegação, Lula comentou um robô desenvolvido por um estudante do Instituto Mauá de Tecnologia.
O equipamento apresentado ao presidente foi treinado para realizar movimentos com uma bola.
Segundo Lula, o comportamento do robô lembrava a intensidade de jogadores como Kylian Mbappé, da França, e Erling Haaland, da Noruega.
“O menino fez um robô agressivo, parecia o Mbappé, parecia o Haaland. O robô joga a bola lá para cima”, afirmou.
Na sequência, o presidente disse ter enviado uma sugestão ao técnico Carlo Ancelotti.
“Eu falei para o Ancelotti: se quiser contratar, contrata esse robô, porque ele vai fazer o Brasil ganhar a Copa do Mundo”, declarou.
A comparação foi recebida com risadas pelo público presente na visita.
Referência a Haaland lembra eliminação brasileira
A menção a Haaland durante o discurso teve relação direta com a eliminação da Seleção.
O atacante foi um dos destaques da Noruega no confronto contra o Brasil e participou da vitória que classificou os europeus para as quartas de final.
Ao comparar o robô ao jogador norueguês, Lula retomou de maneira bem-humorada um dos nomes que marcaram a saída brasileira da competição.
Mbappé, outro atleta citado pelo presidente, também se destacou durante o Mundial e chegou à reta final da competição como uma das principais referências da França.
Visita teve como foco tecnologia e formação de estudantes
Lula esteve no Instituto Mauá de Tecnologia para conhecer laboratórios e projetos desenvolvidos por alunos e pesquisadores.
Durante a agenda, o presidente acompanhou demonstrações de equipamentos e iniciativas relacionadas à engenharia, automação e inovação tecnológica.
Foi nesse contexto que o robô capaz de interagir com a bola foi apresentado.
A visita também serviu para destacar a importância da formação de novos profissionais e do investimento em ciência e tecnologia.
As referências à Seleção Brasileira surgiram de maneira informal durante a apresentação do equipamento.
O futebol foi utilizado pelo presidente para relacionar a tecnologia produzida pelos estudantes com jogadores conhecidos internacionalmente.
Declaração ocorre após frustração com campanha brasileira
Antes e durante a Copa do Mundo, Lula já havia comentado publicamente a participação da Seleção.
O presidente chegou a enviar mensagens de apoio ao técnico Carlo Ancelotti e aos jogadores, destacando a expectativa pelo hexacampeonato.
A eliminação nas oitavas de final, porém, encerrou a campanha antes do que esperavam torcedores, dirigentes e integrantes do governo.
A fala desta segunda-feira apresentou uma abordagem mais bem-humorada, mas também demonstrou a frustração provocada pelo desempenho brasileiro.
Ao utilizar a expressão “que vergonha”, Lula se referiu principalmente ao fato de apenas um jogador ter retornado no avião da delegação, e não diretamente à decisão individual dos atletas de permanecer no exterior.
Retorno dos jogadores era opcional
Apesar da repercussão, os atletas não eram obrigados a voltar ao Brasil no voo organizado pela CBF.
Depois da eliminação, os jogadores foram liberados para as férias e poderiam seguir para destinos escolhidos individualmente.
Muitos dos convocados atuam em clubes europeus e mantêm residências ou compromissos pessoais fora do Brasil.
Outros aproveitaram o intervalo antes da próxima temporada para viajar com familiares.
Danilo decidiu retornar com a delegação porque joga no Flamengo e mantém sua rotina profissional no país.
A ausência dos demais atletas, portanto, não representou abandono de uma obrigação estabelecida pela CBF.
Ancelotti permanece no comando da Seleção
Mesmo após a eliminação no Mundial, Carlo Ancelotti deverá permanecer como treinador da Seleção Brasileira.
O italiano tem contrato com a CBF até 2030 e será responsável por iniciar o novo ciclo da equipe.
A continuidade do treinador também recebeu apoio de jogadores, que defenderam maior estabilidade no comando técnico depois das frequentes mudanças ocorridas nos últimos anos.
Ancelotti é esperado no Rio de Janeiro no início de setembro para retomar os trabalhos e participar do planejamento das próximas partidas.
A CBF pretende utilizar o período posterior à Copa para avaliar o elenco, integrar novos jogadores e reorganizar a preparação da equipe.
Novo ciclo começa com amistosos contra a Austrália
A primeira Data Fifa depois da Copa do Mundo está prevista para setembro.
O Brasil deverá enfrentar a Austrália em dois amistosos nos dias 25 e 29 de setembro, na casa do adversário.
As partidas marcarão o início do novo ciclo sob o comando de Ancelotti.
O treinador terá a missão de renovar parte do elenco, acompanhar jogadores mais jovens e construir uma base para as próximas competições.
A permanência do italiano até 2030 indica que a CBF pretende desenvolver um projeto de longo prazo, evitando uma nova troca de treinador logo depois da eliminação.
Jogadores pediram estabilidade no comando técnico
Depois da derrota para a Noruega, lideranças do elenco conversaram com dirigentes da CBF e defenderam a continuidade do trabalho de Ancelotti.
Os atletas teriam destacado que a Seleção passou por diversas mudanças no comando técnico e também na presidência da entidade durante o ciclo anterior.
Na avaliação do grupo, a estabilidade seria necessária para evitar que os problemas de planejamento se repitam nos próximos anos.
Desde a Copa de 2022, a Seleção foi comandada por diferentes treinadores, enquanto a CBF enfrentou períodos de instabilidade administrativa.
A permanência de Ancelotti é vista internamente como uma tentativa de começar o novo ciclo com maior previsibilidade.
Brasil terá quatro anos para se reorganizar
A eliminação nas oitavas aumenta a pressão por mudanças na Seleção Brasileira.
O país continua sendo o maior campeão mundial, com cinco títulos, mas não conquista a competição desde 2002.
O novo ciclo deverá envolver a renovação de parte do elenco e a definição sobre a continuidade de jogadores experientes.
A comissão técnica também precisará avaliar o desempenho apresentado durante a Copa, identificar problemas e estabelecer um modelo de jogo mais consistente.
Ao manter Ancelotti, a CBF sinaliza que pretende dar tempo para que o treinador participe de todo o processo de reconstrução.
Fala mistura cobrança e bom humor
As declarações de Lula reuniram cobrança, ironia e referências ao desenvolvimento tecnológico.
Ao comentar o avião praticamente vazio, o presidente aproveitou uma situação que já havia repercutido entre torcedores e na imprensa internacional.
Em seguida, transformou a apresentação de um robô em uma brincadeira sobre o futuro da Seleção.
A fala não representou uma proposta real de utilização do equipamento pela equipe brasileira, mas uma maneira descontraída de comentar a eliminação e elogiar o projeto dos estudantes.
A declaração ocorre enquanto a CBF inicia as discussões sobre o planejamento para os próximos anos e a Seleção tenta superar mais uma campanha abaixo da expectativa em uma Copa do Mundo.








































































































