Depois da queda diante da Noruega nas oitavas da Copa do Mundo, jogadores foram liberados para seguir destinos próprios; lateral do Flamengo foi o único dos 26 convocados a retornar no fretado da confederação
Apenas um jogador retorna no voo fretado da CBF
A delegação da Seleção Brasileira começou a se dispersar após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, e apenas um dos 26 convocados retornou ao Brasil no voo fretado oferecido pela CBF.
O único jogador a embarcar com a comitiva foi o lateral-direito Danilo, do Flamengo. Ele se juntou a integrantes do estafe da confederação e da Seleção, incluindo profissionais das áreas de marketing, comunicação e segurança, em um voo com destino ao Rio de Janeiro.
A chegada ao Brasil estava prevista para o fim da noite desta terça-feira (7). A maioria dos atletas optou por permanecer no exterior, seguir para a Europa ou fazer viagens particulares após a eliminação.
Delegação se desfaz após derrota para a Noruega
O Brasil foi eliminado pela Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo, em partida disputada em Nova Jersey. A queda encerrou mais uma campanha frustrante da Seleção na busca pelo sexto título mundial.
Após a derrota, os jogadores começaram a deixar o hotel The Ridge, em Basking Ridge, ainda na noite de domingo (5). A liberação foi feita de forma individual, permitindo que cada atleta decidisse o próprio destino.
Parte dos convocados preferiu seguir para compromissos pessoais, férias ou retorno aos clubes. Outros permaneceram nos Estados Unidos por mais alguns dias antes de se reapresentarem às equipes.
Danilo viaja com membros do estafe da Seleção
Danilo foi o único atleta do grupo principal a retornar no voo da CBF. O lateral do Flamengo embarcou ao lado de funcionários da confederação e de integrantes da comissão que atuaram nos bastidores durante a Copa.
Também viajou no mesmo voo o goleiro Léo Nannetti, jovem do Flamengo que acompanhou a Seleção durante o Mundial para auxiliar nos treinamentos como quarto goleiro.
A presença de apenas um jogador entre os 26 convocados chamou atenção porque, em outras campanhas, parte maior da delegação costumava retornar junta ao Brasil após o encerramento da participação no torneio.
Jogadores escolheram destinos após eliminação
A CBF permitiu que os atletas decidissem se voltariam ao Brasil, seguiriam para a Europa ou permaneceriam por mais dias nos Estados Unidos. Como muitos jogadores atuam fora do país, o retorno em grupo não era obrigatório.
Entre os exemplos, Neymar publicou que estava com a família em Orlando, enquanto Vinícius Júnior seguiu para Ibiza, na Espanha. Endrick ainda foi visto em Morristown, em Nova Jersey, onde jantou em um restaurante após a eliminação.
A dispersão da delegação reflete a rotina internacional da maior parte do elenco, formado majoritariamente por atletas que atuam em clubes europeus ou têm compromissos pessoais fora do Brasil.
Poucos convocados atuam no futebol brasileiro
Dos 26 jogadores chamados para a Copa, apenas sete defendem clubes brasileiros. A lista inclui Léo Pereira, Danilo, Alex Sandro e Lucas Paquetá, do Flamengo, Neymar, do Santos, Weverton, do Grêmio, e Danilo Santos, do Botafogo.
Mesmo entre os atletas que jogam no Brasil, nem todos retornaram imediatamente no voo da CBF. Weverton, por exemplo, ganhou alguns dias de folga e deve se reapresentar ao Grêmio apenas na próxima segunda-feira.
A tendência é que os demais jogadores também tenham um curto período de descanso antes de voltarem aos seus clubes, especialmente após a sequência de jogos e a pressão acumulada durante o Mundial.
Futuro de Danilo Santos ainda é incerto
Um dos casos que seguem indefinidos é o de Danilo Santos, do Botafogo. O volante esperou o fim da participação da Seleção na Copa para decidir o próximo passo da carreira.
A permanência no Botafogo é considerada improvável. Entre os possíveis destinos estão o Palmeiras e clubes do futebol europeu.
A definição deve ocorrer nos próximos dias, agora que o jogador não tem mais compromissos com a Seleção Brasileira no torneio.
Ancelotti também não retorna ao Rio neste momento
O técnico Carlo Ancelotti também não embarcou para o Rio de Janeiro com a comitiva da CBF. O treinador ficará alguns dias de folga em Vancouver, no Canadá, onde tem residência. A esposa do treinador é canadense.
Apesar da eliminação precoce, a tendência é que Ancelotti siga à frente da Seleção no próximo ciclo. O treinador deve retornar ao Brasil no fim de julho para iniciar o planejamento com foco na Copa de 2030.
A manutenção do técnico faz parte da tentativa da CBF de dar continuidade ao trabalho, mesmo após a queda nas oitavas, resultado que ampliou a pressão sobre a Seleção.
Próximo ciclo já tem amistosos marcados
Com o fim da participação brasileira na Copa de 2026, a Seleção passa a mirar o ciclo para o Mundial de 2030, que será disputado em Portugal, Espanha e Marrocos.
A próxima Data Fifa terá uma janela maior, de 16 dias, entre setembro e outubro. O Brasil já tem dois amistosos agendados contra a Austrália, nos dias 25 e 29 de setembro, em território australiano.
A CBF ainda avalia a possibilidade de marcar mais uma partida na Ásia durante o mesmo período, aproveitando a logística da viagem.
Eliminação abre debate sobre reformulação
A saída do Brasil nas oitavas de final reacendeu discussões sobre renovação do elenco, planejamento da CBF e escolhas de Carlo Ancelotti. A derrota para a Noruega gerou forte repercussão dentro e fora do país.
A Seleção deixou a Copa em um ambiente de cobrança, principalmente pelo desempenho abaixo do esperado e pela dificuldade em impor o estilo de jogo brasileiro em momentos decisivos.
A eliminação também marca o início de uma possível reformulação. Jogadores mais experientes podem perder espaço, enquanto nomes mais jovens devem ganhar oportunidades nos amistosos e competições do próximo ciclo.
Queda nas oitavas aumenta pressão sobre a CBF
A eliminação nas oitavas representa mais uma frustração para o futebol brasileiro em Copas do Mundo. O país segue sem conquistar o hexacampeonato e agora terá que reconstruir o ambiente da Seleção para os próximos quatro anos.
A CBF precisará administrar a pressão pública, a avaliação interna do trabalho de Ancelotti e a definição de uma nova base de jogadores.
A dispersão rápida do elenco após a eliminação simboliza o encerramento imediato da campanha. Para muitos atletas, a Copa terminou com saída direta para férias ou reapresentação aos clubes. Para a confederação, o desafio agora é transformar a frustração em planejamento.
Entenda o ponto central do retorno
O fato de apenas Danilo ter voltado ao Brasil no voo fretado da CBF não significa uma punição ou rompimento entre jogadores e confederação. A maior parte do elenco foi liberada para seguir destinos próprios após o fim da participação brasileira no Mundial.
Como a Seleção tinha muitos atletas que atuam no exterior, o retorno coletivo ao Brasil não era obrigatório nem necessariamente o caminho mais prático para todos.
Ainda assim, o episódio chamou atenção pelo contraste entre o tamanho da delegação convocada para a Copa e o número reduzido de jogadores no voo de volta. Depois da eliminação para a Noruega, a Seleção se desfez rapidamente, enquanto a CBF já começa a reorganizar o calendário e o planejamento para o ciclo de 2030.








































































































