Ação coordenada pelas Delegacias de Defesa da Mulher cumpriu mandados por crimes de violência doméstica e sexual, resultando em 174 prisões e centenas de medidas protetivas solicitadas em todo o estado.
A Polícia Civil de São Paulo realizou nesta quinta-feira (3) o Dia D da Operação Mulher Protegida, uma mobilização estadual voltada ao combate à violência contra mulheres. A ação resultou na prisão de 174 suspeitos envolvidos em crimes de violência doméstica e sexual.
Ao longo da operação, foram cumpridos 76 mandados de prisão e efetuadas 98 prisões em flagrante, além do registro de 689 pedidos de medidas protetivas para mulheres em situação de risco.
A iniciativa foi coordenada pelas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e integra as ações permanentes do Governo de São Paulo para reforçar a proteção às vítimas e responsabilizar os agressores.
Operação cumpriu mandados em todo o estado
A força-tarefa teve como foco o cumprimento de ordens judiciais contra investigados por crimes de violência de gênero.
Além das prisões, equipes especializadas prestaram atendimento às vítimas e agilizaram solicitações de medidas protetivas previstas na legislação, ampliando a atuação da rede de proteção.
Segundo a Polícia Civil, o objetivo da operação é interromper ciclos de violência e garantir maior segurança às mulheres ameaçadas ou vítimas de agressões.
Autoridades destacam importância da ação
A secretária estadual de Políticas para a Mulher, delegada Adriana Liporoni, afirmou que a operação reforça a integração entre prevenção, acolhimento das vítimas e responsabilização dos agressores.
Segundo ela, cada prisão representa uma resposta efetiva do Estado para impedir a continuidade da violência e fortalecer a proteção às mulheres.
A coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher, delegada Cristiane Braga, ressaltou que o cumprimento das medidas judiciais permite interromper o ciclo de agressões e oferece melhores condições para que as vítimas recebam acompanhamento da rede de proteção.
Operação integra ações permanentes do Estado
A Operação Mulher Protegida faz parte das estratégias permanentes desenvolvidas pelo Governo de São Paulo para ampliar o enfrentamento à violência de gênero.
O programa busca fortalecer a atuação das Delegacias de Defesa da Mulher, qualificar o atendimento às vítimas e aumentar a responsabilização criminal dos autores de violência doméstica e sexual em todo o estado.
São Paulo registra recorde de feminicídios em 2026
A operação ocorre em um momento de preocupação com o aumento dos casos de feminicídio em São Paulo.
Entre janeiro e abril deste ano, o estado registrou 107 vítimas de feminicídio, o maior número para o período desde o início da divulgação da série histórica pela Secretaria da Segurança Pública, em 2018.
Os dados representam um crescimento superior a 200% em comparação aos 35 casos registrados nos quatro primeiros meses de 2018.
Segundo o levantamento, os registros deste ano foram distribuídos da seguinte forma:
Janeiro teve 27 casos.
Fevereiro registrou 30 ocorrências.
Março também contabilizou 30 vítimas.
Abril encerrou o período com 20 feminicídios.
Rede de atendimento foi ampliada
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, o estado vem ampliando a estrutura de atendimento às vítimas de violência.
Atualmente, São Paulo conta com 144 Delegacias de Defesa da Mulher, 220 delegacias com atendimento remoto, mais de 650 policiais especializados e a Patrulha SP Mulher Segura, voltada ao acompanhamento de mulheres protegidas por medidas judiciais.
As autoridades destacam que a combinação entre ações preventivas, acolhimento das vítimas e cumprimento de mandados judiciais é considerada fundamental para reduzir os índices de violência contra as mulheres no estado.








































































































