Organização Mundial da Saúde confirma encerramento da emergência sanitária, mas alerta que o hantavírus continua representando risco em regiões onde a doença é endêmica.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quinta-feira (2) o fim do surto de hantavírus relacionado ao cruzeiro de luxo MV Hondius. O episódio mobilizou autoridades sanitárias de dezenas de países após a confirmação de casos entre passageiros e integrantes da tripulação.
Ao todo, o surto registrou 13 casos confirmados, incluindo três mortes. Segundo a entidade, não houve novos diagnósticos desde 25 de maio, o que permitiu declarar oficialmente o encerramento da emergência relacionada ao navio.
Apesar da notícia positiva, a OMS reforçou que o hantavírus continua sendo uma ameaça à saúde pública em diversas partes do mundo, especialmente na América do Sul e em outras regiões onde a doença é considerada endêmica.
Surto foi monitorado por autoridades de 33 países
A resposta internacional ao surto envolveu um amplo trabalho de rastreamento de contatos.
De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, mais de 650 pessoas que tiveram possível contato com infectados foram identificadas e acompanhadas pelas autoridades de saúde em 33 países e territórios.
Segundo Tedros, o último indivíduo que poderia ter sido exposto ao vírus concluiu o período de quarentena, apresentou resultado negativo para a doença e já retornou para casa.
Com isso, a organização considerou encerrada a transmissão relacionada ao cruzeiro.
OMS destaca que vírus continua oferecendo riscos
Embora o surto específico tenha terminado, especialistas alertam que o hantavírus permanece como um importante problema de saúde pública.
A doença continua circulando em diversas regiões da América do Sul e de outros continentes, onde o vírus é encontrado naturalmente em populações de roedores silvestres.
Por esse motivo, a OMS afirma que seguirá acompanhando a situação e mantendo ações de vigilância epidemiológica para prevenir novos surtos.
Organização amplia pesquisas sobre a doença
A OMS informou que continuará investindo em estudos para compreender melhor o comportamento do hantavírus.
Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, a entidade está coordenando uma pesquisa internacional com a participação de 21 países.
O objetivo é aprofundar o conhecimento sobre a evolução clínica da doença, contribuindo para o desenvolvimento de novos métodos de diagnóstico, tratamentos mais eficazes e vacinas capazes de responder a futuros surtos.
A iniciativa também pretende fortalecer a capacidade de resposta das autoridades sanitárias diante de novas ocorrências da infecção.
O que é o hantavírus
O hantavírus é um vírus transmitido principalmente pelo contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados.
A infecção também pode ocorrer quando partículas contaminadas ficam suspensas no ar e são inaladas por pessoas.
Os sintomas iniciais costumam incluir febre, dores musculares, dor de cabeça e mal-estar. Em casos mais graves, a doença pode evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar e insuficiência respiratória, exigindo atendimento médico imediato.
A gravidade da infecção varia conforme a cepa do vírus e as condições clínicas do paciente.
Vigilância continua mesmo após o fim do surto
O encerramento do surto ligado ao cruzeiro não significa que o risco da doença tenha desaparecido.
A Organização Mundial da Saúde reforçou que continuará trabalhando em parceria com governos e instituições de pesquisa para ampliar o conhecimento sobre o hantavírus e fortalecer medidas de prevenção, monitoramento e resposta rápida diante de novos casos.
Segundo a entidade, o aprendizado obtido durante a investigação do episódio envolvendo o MV Hondius deverá contribuir para aprimorar os protocolos internacionais de vigilância e controle da doença em futuras emergências sanitárias.








































































































