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Receita Federal fecha centros comerciais do Brás em megaoperação contra pirataria e produtos ilegais

Ação no Shopping 25 Brás e no Stunt mira mercadorias falsificadas, eletrônicos irregulares e cigarros eletrônicos às vésperas da Copa do Mundo


Uma megaoperação da Receita Federal interditou temporariamente nesta segunda-feira (18) dois dos principais centros comerciais do Brás, na região central de São Paulo, em uma ação de combate à venda de produtos falsificados e mercadorias importadas irregularmente.

O Shopping 25 Brás e o Shopping Stunt, que somam cerca de duas mil lojas, permanecerão fechados por pelo menos duas semanas enquanto auditores fiscais realizam inspeções e verificações de documentação fiscal dos produtos comercializados nos estabelecimentos.

Entre os principais alvos da operação estão camisas falsificadas de seleções de futebol da Copa do Mundo, além de eletrônicos sem procedência regular e cigarros eletrônicos proibidos no Brasil.


Operação mira produtos ligados à Copa do Mundo

Segundo a Receita Federal, a proximidade da Copa do Mundo aumentou a circulação de produtos esportivos falsificados, especialmente camisetas de seleções nacionais e itens relacionados ao torneio.

A auditora fiscal Fernanda Avendanha explicou que a operação busca combater tanto a pirataria quanto a entrada irregular de produtos no país.

“O foco é o combate à mercadoria falsificada, principalmente produtos ligados ao esporte por conta da época de Copa”, afirmou.

Além dos artigos esportivos, os fiscais também procuram mercadorias proibidas ou importadas sem autorização legal.

Os cigarros eletrônicos, cuja comercialização segue proibida no Brasil, estão entre os produtos prioritários na fiscalização realizada pela Receita Federal.


Shoppings devem ficar fechados por duas semanas

A previsão inicial das autoridades é de que os dois centros comerciais permaneçam interditados durante todo o período da operação.

Ao longo dessas semanas, equipes da Receita irão analisar notas fiscais, registros de importação e a origem das mercadorias encontradas nas lojas.

Os comerciantes que conseguirem comprovar a regularidade dos produtos terão os itens liberados. Já as mercadorias sem documentação poderão ser apreendidas pelas autoridades.

Mesmo após uma eventual apreensão, os lojistas ainda poderão apresentar documentos posteriormente para tentar recuperar os produtos retidos.


Funcionários foram surpreendidos pela ação

Funcionários e comerciantes chegaram aos shoppings na manhã desta segunda-feira e encontraram os estabelecimentos fechados pela operação federal.

Apesar da movimentação intensa na chegada dos fiscais, a Receita informou que a ação ocorreu de forma tranquila e sem registro de confrontos ou incidentes graves.

A expectativa é de que as apreensões ocorram gradualmente ao longo dos próximos dias, conforme os auditores avancem nas inspeções internas das lojas.


Brás é um dos maiores polos comerciais do país

A região do Brás é considerada um dos principais centros de comércio popular do Brasil, recebendo diariamente milhares de consumidores e comerciantes de diferentes estados.

O polo é conhecido especialmente pela venda de roupas, acessórios, eletrônicos e produtos importados, movimentando bilhões de reais todos os anos.

Nos últimos anos, operações contra pirataria e descaminho passaram a ocorrer com maior frequência na região devido ao aumento das denúncias envolvendo produtos falsificados e comércio irregular.


Associação de lojistas apoia fiscalização

A Associação de Lojistas do Brás (Alobrás) afirmou, em nota, que não possui associados nos dois centros comerciais alvo da operação, mas declarou apoio às ações de combate à pirataria.

Segundo o vice-presidente da entidade, Lauro Pimenta, a fiscalização pode ajudar a fortalecer a concorrência justa e valorizar a indústria nacional.

“Esperamos que a ação obtenha êxito de forma a estimular a competição justa e estímulo à moda nacional”, afirmou.

A operação da Receita Federal reacende o debate sobre fiscalização no comércio popular e os impactos econômicos da pirataria sobre marcas oficiais, fabricantes nacionais e arrecadação de impostos.

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