Policial civil Felipe Marques Monteiro não resistiu às complicações médicas após ser baleado durante operação aérea na Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio
A morte do policial civil e piloto de helicóptero Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, neste domingo (17), encerrou uma longa batalha travada desde março de 2025, quando ele foi baleado durante uma operação da Polícia Civil na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O agente integrava o Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e estava internado há mais de um ano.
Felipe ficou conhecido entre colegas da corporação pela experiência em operações aéreas e pela atuação em missões consideradas de alto risco no combate ao crime organizado. Desde o atentado contra o helicóptero da polícia, o policial passou por diversas cirurgias e enfrentou um delicado processo de recuperação.
Estado de saúde se agravou nos últimos dias
Nos dias anteriores à morte, o quadro clínico de Felipe havia piorado significativamente em razão de uma infecção generalizada provocada por complicações de uma cirurgia de prótese craniana realizada em abril deste ano.
A esposa do policial, Keidna Marques, vinha compartilhando atualizações sobre o estado de saúde do marido. Na última sexta-feira (15), ela revelou que a situação era considerada extremamente grave pelos médicos.
Segundo familiares, Felipe apresentou alterações importantes no quadro clínico e precisou receber medicamentos mais fortes e uma intensificação no tratamento com antibióticos.
A infecção se agravou após uma sequência de complicações médicas enfrentadas desde abril. No início de maio, o policial precisou passar por novos procedimentos para retirada de hematomas e controle de sangramentos intracranianos, além da implantação de um dreno.
Mais de um ano entre hospitais e reabilitação
Felipe Marques Monteiro permaneceu internado por cerca de nove meses após o atentado sofrido em março de 2025. Depois de receber alta do Hospital São Lucas, em dezembro do ano passado, foi encaminhado para um centro de reabilitação, onde seguia tratamento intensivo.
Durante o período de internação, o policial passou por diversas neurocirurgias e ficou em coma por um longo período. De acordo com médicos responsáveis pelo acompanhamento, o quadro era extremamente delicado por causa do comprometimento da calota craniana provocado pelo disparo.
A recuperação mobilizou familiares, amigos, colegas da Polícia Civil e milhares de pessoas que acompanharam a luta do policial nas redes sociais ao longo dos últimos meses.
O gerente da Clínica Médica do Hospital São Lucas Copacabana, Renato Ribeiro, chegou a definir Felipe como “um guerreiro que nunca deixou de lutar pela vida”.
Ataque aconteceu durante operação na Vila Aliança
O episódio que mudou a vida do policial ocorreu em 20 de março de 2025, durante uma operação da Polícia Civil na comunidade da Vila Aliança, em Bangu.
Na ocasião, Felipe sobrevoava a região a bordo de um helicóptero da CORE quando criminosos abriram fogo contra a aeronave com tiros de fuzil.
O copiloto foi atingido na região da testa e o disparo perfurou o crânio, provocando ferimentos gravíssimos.
O ataque contra a aeronave policial gerou forte repercussão na época e reacendeu debates sobre os riscos enfrentados por agentes de segurança em operações nas comunidades do Rio de Janeiro.
Em maio deste ano, um dos suspeitos de participação no ataque foi preso pelas autoridades. Outros envolvidos continuam foragidos.
Governo do Rio divulga nota de pesar
O Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou uma nota lamentando a morte do policial civil e destacando sua trajetória na corporação.
No comunicado, o governo ressaltou que Felipe travou uma “longa, difícil e corajosa batalha pela vida”, além de destacar o apoio recebido da família durante todo o período de internação.
A nota também reconheceu a bravura e o comprometimento do policial no exercício da função pública, afirmando que sua coragem permanecerá marcada na história da segurança pública fluminense.
Colegas da CORE e integrantes das forças de segurança também utilizaram as redes sociais para prestar homenagens ao policial.








































































































