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Lula critica adversários por terras raras e alerta para disputa global por recursos estratégicos

Presidente acusa rivais de quererem ceder riquezas brasileiras aos EUA e defende maior controle nacional sobre minerais considerados essenciais


Lula mira Flávio Bolsonaro e Caiado em debate sobre recursos estratégicos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas diretas ao senador Flávio Bolsonaro e ao ex-governador Ronaldo Caiado ao comentar o uso e a exploração de terras raras no Brasil.

Durante entrevista ao canal ICL Notícias, Lula afirmou que há movimentos políticos que defendem a entrega desses recursos aos Estados Unidos, comparando a importância dos minerais ao petróleo.

“Querem vender uma coisa tão importante quanto o petróleo”, disse o presidente, em referência às terras raras, consideradas estratégicas para a economia global.


Crítica a acordo em Goiás amplia tensão política

Lula também classificou como “vergonha” um acordo envolvendo Ronaldo Caiado e uma empresa americana para exploração de recursos minerais em Goiás.

Segundo o presidente, esse tipo de concessão não poderia ser feita por governos estaduais, por se tratar de recursos pertencentes à União.

A fala reforça um embate político crescente entre o governo federal e lideranças da oposição, especialmente em temas ligados à soberania econômica.


Terras raras entram no centro da disputa geopolítica

As chamadas terras raras são minerais essenciais para a produção de tecnologias modernas, como baterias, equipamentos eletrônicos e sistemas militares.

O tema ganhou relevância global diante da crescente disputa entre potências, o que, segundo Lula, exige maior cautela por parte do Brasil na gestão desses recursos.

O presidente destacou que o cenário internacional pressiona países com grandes reservas naturais a definirem estratégias claras de proteção e exploração.


Defesa nacional e críticas indiretas a Trump

Ao abordar segurança e defesa, Lula afirmou que o Brasil precisa fortalecer sua capacidade militar e institucional.

Sem citar diretamente, fez uma crítica indireta ao presidente dos EUA, Donald Trump, ao mencionar que há líderes globais que agem como “imperadores”.

Segundo Lula, o país precisa estar preparado diante de possíveis pressões externas, especialmente em um cenário de instabilidade internacional.


Democracia e cenário eleitoral também entram no discurso

O presidente também aproveitou a entrevista para criticar setores da direita brasileira, apontando riscos à democracia.

Lula mencionou ataques recorrentes ao sistema eleitoral e reforçou que não há comprovação de fraudes nas urnas eletrônicas, defendendo a credibilidade do processo democrático.

Além disso, afirmou que pretende ampliar o debate público sobre democracia nas eleições, incluindo temas sociais e trabalhistas.


Segurança pública e mudanças no governo

Na área de segurança, Lula indicou que o governo federal pretende ampliar sua atuação, mas ressaltou a necessidade de uma definição legal clara sobre as competências da União.

Ele afirmou que a aprovação da PEC da Segurança Pública pode abrir caminho para mudanças estruturais, incluindo a criação de um novo ministério.

A proposta faz parte de uma estratégia mais ampla de reorganização da segurança no país, atualmente concentrada nos estados.

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