Pré-candidato critica proposta do governo Lula para reduzir jornada de trabalho e sugere novos modelos de contratação
Zema critica proposta de mudança na jornada de trabalho
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou nesta segunda-feira (13) que o debate sobre o fim da escala 6×1 representa “populismo do PT” em ano eleitoral.
A crítica foi direcionada ao governo do presidente Lula, que defende a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, com adoção do modelo 5×2 — cinco dias de trabalho e dois de descanso.
Para Zema, a proposta é apresentada como benefício, mas pode ter efeitos negativos na economia, especialmente em um cenário de contas públicas pressionadas.
Discurso aponta impacto econômico e critica “pacotes de bondade”
Durante a declaração, Romeu Zema afirmou que iniciativas do Partido dos Trabalhadores seguem uma lógica de concessões que podem agravar o déficit fiscal.
Segundo ele, o governo aposta em medidas que aparentam beneficiar a população, mas geram impactos negativos no longo prazo.
A fala ocorre em um momento em que o tema ganha força no Congresso Nacional e se torna uma das pautas centrais do debate político em ano eleitoral.
Proposta do governo prevê redução da jornada para 40 horas
Atualmente, a Constituição brasileira estabelece uma jornada máxima de 44 horas semanais.
O governo federal defende a mudança para 40 horas semanais no modelo 5×2, o que, na prática, reduziria a carga de trabalho e ampliaria o tempo de descanso dos trabalhadores.
A proposta deve avançar na Câmara dos Deputados do Brasil, onde a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analisa o tema.
O Executivo também avalia enviar o projeto com urgência constitucional, o que aceleraria sua tramitação no Congresso.
Zema defende modernização das relações de trabalho
Além das críticas, Romeu Zema propôs a criação de alternativas ao modelo atual da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Ele sugeriu formatos mais flexíveis, como contratos com pagamento por hora e novas modalidades de vínculo empregatício.
A ideia, segundo o ex-governador, seria permitir uma transição gradual, mantendo a CLT enquanto novos modelos ganham espaço ao longo do tempo.
Debate sobre jornada de trabalho ganha força no Congresso
A discussão sobre o fim da escala 6×1 tem mobilizado diferentes setores políticos e econômicos.
A proposta divide opiniões entre governo e oposição, com argumentos que envolvem desde qualidade de vida dos trabalhadores até impactos sobre produtividade e custos para empresas.
O tema deve avançar nos próximos dias na Câmara, com expectativa de intensificação do debate público.
O posicionamento de Romeu Zema reforça o tom de disputa política em torno da proposta, que tende a se consolidar como um dos principais temas do cenário eleitoral.








































































































