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Casos de mpox sobem para 90 no Brasil em 2026 e São Paulo concentra maioria das infecções

Dados do Ministério da Saúde apontam aumento recente nas confirmações; país não registra mortes neste ano


Número de casos praticamente dobra em poucos dias

O Brasil registra entre 88 e 90 casos confirmados de mpox em 2026, conforme atualizações divulgadas pelo Ministério da Saúde e por secretarias estaduais de Saúde. O total representa um crescimento significativo em curto intervalo de tempo: em 20 de fevereiro, eram 48 confirmações no país.

Além dos diagnósticos confirmados, há casos em investigação e mais de 180 notificações suspeitas. Parte dessas ocorrências já foi descartada após exames laboratoriais, enquanto outras permanecem sob análise. Apesar da alta recente, não há registro de mortes neste ano, segundo as autoridades sanitárias.


São Paulo lidera registros e novos estados entram na lista

São Paulo concentra a maior parte das infecções em 2026, com mais de 60 casos confirmados até o momento. Também há registros no Rio de Janeiro, Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Paraná e Santa Catarina.

O estado paulista responde pela maioria absoluta das confirmações no país, e ainda há dezenas de notificações em análise, o que pode alterar o balanço nas próximas semanas.

O Ministério da Saúde informou que o monitoramento é contínuo e realizado em conjunto com as vigilâncias epidemiológicas estaduais e municipais, com foco na identificação precoce de novos casos e na contenção da transmissão.


Comparação com o cenário de 2025

Em 2025, o Brasil confirmou 1.079 casos de mpox e registrou duas mortes. No mesmo período do ano passado, o número de confirmações era superior ao atual, com 215 casos contabilizados.

Embora os números de 2026 ainda estejam em consolidação, o aumento recente acende alerta para a necessidade de vigilância contínua. Segundo a pasta, a maior parte dos pacientes apresenta quadros leves ou moderados da doença.


O que é a mpox e como ocorre a transmissão

A mpox é uma doença viral causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família da antiga varíola. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas, além do contato com fluidos corporais, gotículas respiratórias em situações de proximidade prolongada e objetos contaminados.

O contágio exige contato próximo, o que permite a adoção de medidas de controle e isolamento para reduzir a disseminação.


Sintomas, isolamento e monitoramento

Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, cansaço, inchaço dos gânglios linfáticos e lesões na pele que podem surgir no rosto e se espalhar para outras partes do corpo.

Na maioria dos casos, a evolução é leve e autolimitada, com recuperação entre duas e quatro semanas. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas e ao acompanhamento clínico.

Pessoas diagnosticadas devem permanecer em isolamento até a completa cicatrização das lesões. O Ministério da Saúde informou que o Sistema Único de Saúde (SUS) mantém protocolos de atendimento e rastreamento de contatos.

O cenário segue sob monitoramento das autoridades sanitárias, que acompanham a evolução dos casos e avaliam eventuais medidas adicionais caso haja mudança no padrão de transmissão.