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STF manda prender policiais militares condenados pelos atos do 8 de janeiro

Cinco integrantes da Polícia Militar do Distrito Federal tiveram condenação confirmada e deverão cumprir pena em regime fechado após decisão do Supremo.


O Supremo Tribunal Federal determinou a prisão em regime fechado de cinco policiais militares do Distrito Federal condenados por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas em Brasília.

A decisão foi tomada após o processo transitar em julgado, ou seja, quando não há mais possibilidade de recursos na Justiça. O despacho foi assinado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator das investigações no Supremo.


Policiais condenados por omissão durante os ataques

Os militares condenados são:

  • Fábio Augusto Vieira
  • Klepter Rosa Gonçalves
  • Jorge Eduardo Barreto Naime
  • Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra
  • Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues

Todos foram condenados em 2025 a 16 anos de prisão em regime inicial fechado, além da perda dos cargos públicos.


Acusação aponta que policiais sabiam do risco de invasões

Segundo a Procuradoria-Geral da República, os policiais tinham conhecimento do risco de ataques às instituições, mas não adotaram medidas efetivas para impedir a invasão e a depredação dos prédios públicos.

No dia 8 de janeiro de 2023, manifestantes invadiram e vandalizaram as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto, em um dos episódios mais graves de ataque às instituições democráticas desde a redemocratização do país.


Procedimento de prisão

De acordo com a decisão judicial, os policiais deverão se apresentar inicialmente à Corregedoria da Polícia Militar do Distrito Federal.

Após a apresentação, eles serão encaminhados para exames no Instituto Médico Legal da Polícia Civil do Distrito Federal. Em seguida, serão transferidos para o Centro de Detenção Provisória II, conhecido como Papudinha, no Complexo da Papuda.

No mesmo local já estão presos nomes ligados às investigações do caso, como o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal Silvinei Vasques.


Pedido da comandante da PMDF foi atendido

A apresentação inicial dos policiais ao comando da corporação foi um pedido da comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, Ana Paula Barros.

O pedido foi aceito pelo Supremo, permitindo que os militares se apresentem primeiro à estrutura da própria polícia antes de serem encaminhados ao sistema prisional.


Julgamentos relacionados aos atos continuam no STF

O Supremo continua analisando diversos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, incluindo investigações sobre supostos articuladores políticos e militares das invasões.

Desde o início das apurações, centenas de pessoas já foram denunciadas ou condenadas por crimes como associação criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio público.

As decisões fazem parte de uma série de julgamentos conduzidos pelo STF para responsabilizar envolvidos na organização e execução dos ataques contra as instituições brasileiras.

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