Forças britânicas e aliados acompanharam embarcações por semanas e reforçam vigilância sobre cabos e gasodutos
Operação militar acompanhou submarinos por um mês
O Reino Unido afirmou ter mobilizado suas forças armadas para monitorar a presença de submarinos russos em suas águas no início deste ano, em uma operação que durou cerca de um mês.
Segundo o ministro da Defesa, John Healey, a ação teve como objetivo impedir possíveis ataques a cabos submarinos e gasodutos, considerados infraestruturas críticas para o país.
Forças britânicas e aliados atuaram de forma contínua
De acordo com o governo britânico, a operação contou com a participação da Marinha Real e da Força Aérea, além de apoio de aliados como a Noruega.
O monitoramento foi realizado 24 horas por dia, com uso de navios militares e aeronaves de patrulha marítima, garantindo vigilância constante sobre a movimentação das embarcações russas.
Entre os meios utilizados estavam aeronaves P-8A, especializadas em guerra antissubmarino.
Submarino russo recuou após ser rastreado
Segundo Healey, um submarino de ataque da classe Akula acabou recuando após ser acompanhado de perto durante toda a operação.
Além dele, outros dois submarinos ligados ao GUGI também foram monitorados pelas forças britânicas enquanto operavam nas proximidades.
Após o período de vigilância, as embarcações deixaram a região em direção ao norte, sem registro de danos à infraestrutura submarina.
Governo britânico envia recado à Rússia
Em declaração pública, o ministro britânico reforçou que o país está atento às movimentações militares russas e disposto a reagir a qualquer ameaça.
“Nós vemos vocês. Observamos sua atividade sobre nossos cabos e gasodutos, e qualquer tentativa de danificá-los não será tolerada”, afirmou.
A fala foi interpretada como um recado direto ao presidente da Rússia, Vladimir Putin.
Infraestrutura submarina é alvo de preocupação crescente
Cabos submarinos e gasodutos são considerados estruturas estratégicas essenciais, responsáveis por comunicações e fornecimento de energia entre países.
Nos últimos anos, autoridades europeias têm demonstrado crescente preocupação com a segurança desses sistemas, diante de possíveis ações de sabotagem em cenários de tensão geopolítica.
Situação reforça tensão entre Rússia e países europeus
O episódio ocorre em meio a um contexto de relações tensas entre a Rússia e países da Europa, especialmente após conflitos recentes e disputas estratégicas.
A divulgação da operação pelo governo britânico também é vista como uma forma de demonstrar capacidade de vigilância e resposta diante de movimentações consideradas sensíveis.
Apesar do monitoramento intenso, não houve incidentes confirmados, e a situação foi controlada sem escalada militar direta.








































































































