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Brasil busca protagonismo global e reforça aposta em tecnologia e indústria, afirma Lula na Alemanha

Presidente defende multilateralismo, critica desinformação e destaca potencial econômico e científico do país durante evento internacional em Hannover


Brasil quer deixar para trás rótulo de país emergente

Durante participação na Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso contundente sobre o papel do Brasil no cenário internacional. Em sua fala, o chefe do Executivo destacou que o país não aceita mais ser tratado como uma nação de menor relevância econômica ou tecnológica.

Segundo Lula, o Brasil reúne condições concretas para assumir protagonismo global, citando sua população, estabilidade econômica e credibilidade internacional construída nos últimos anos.

“O Brasil cansou de ser tratado como pequeno, como invisível e como país de terceiro mundo”, afirmou o presidente, ao defender uma nova posição estratégica do país nas relações internacionais.


Participação em Hannover mira inovação e parcerias globais

A presença brasileira na feira industrial tem como principal objetivo acompanhar avanços tecnológicos globais e fortalecer parcerias estratégicas. O evento é considerado um dos maiores do mundo voltados à indústria e inovação.

Lula ressaltou que o Brasil não está apenas observando, mas também apresentando suas próprias capacidades tecnológicas e industriais.

Entre os destaques, o presidente citou empresas como a Petrobras e a Embraer, enfatizando o papel dessas corporações como exemplos da competência nacional.

“Temos uma base intelectual sólida, tecnologia e empresas capazes de competir globalmente”, declarou.


Multilateralismo e defesa da democracia ganham destaque

Outro ponto central do discurso foi a defesa do multilateralismo. Lula afirmou que o Brasil busca fortalecer relações internacionais baseadas na cooperação, no diálogo e na paz.

O presidente criticou o uso de poder econômico, tecnológico e militar como ferramentas de imposição entre países, defendendo uma mudança na forma como as nações interagem.

“O mundo precisa ser guiado pela democracia e pela construção coletiva, não pela imposição de interesses individuais”, destacou.


Críticas à era das fake news e impactos sociais

Durante sua fala, Lula também abordou os efeitos da transformação digital, especialmente no que diz respeito à disseminação de desinformação.

Segundo ele, a atual conjuntura global enfrenta um desafio significativo com a propagação de notícias falsas, que impactam diretamente a convivência social e a estabilidade democrática.

“Estamos vivendo uma era em que a mentira ganha espaço, e isso compromete a harmonia entre as sociedades”, afirmou o presidente.


Estrutura do estande brasileiro evidencia áreas estratégicas

A participação do Brasil na feira conta com um estande robusto, com cerca de 2.700 metros quadrados, organizado em diversas áreas consideradas estratégicas para o futuro da economia global.

Entre os principais eixos apresentados estão:

Transição energética, hidrogênio, digitalização, indústria avançada, economia circular e inteligência artificial

O espaço reúne aproximadamente 140 empresas brasileiras, além de centenas de outras representadas, evidenciando a diversidade e o potencial da indústria nacional.


Acordos internacionais e cooperação tecnológica

A agenda do presidente na Alemanha inclui ainda encontros de alto nível e a assinatura de acordos bilaterais. Estão previstas iniciativas em áreas como:

defesa, inovação, infraestrutura, pesquisa climática, energia e bioeconomia

Esses acordos visam ampliar a cooperação entre Brasil e Alemanha, fortalecendo o intercâmbio científico e tecnológico.


Brasil reforça estratégia internacional na Europa

A passagem pela Alemanha faz parte de uma agenda mais ampla do governo brasileiro na Europa. Antes disso, Lula esteve na Espanha, onde participou de encontros bilaterais e firmou parcerias estratégicas, incluindo acordos no setor de minerais críticos.

A movimentação faz parte da estratégia brasileira de expandir sua presença global e atrair investimentos internacionais, além de consolidar o país como parceiro relevante em temas como energia, sustentabilidade e inovação.

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