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EUA iniciam bloqueio no Estreito de Ormuz

Medida ocorre após fracasso em negociações de cessar-fogo e ameaça impactar o mercado global de petróleo


Bloqueio naval começa e atinge portos iranianos

Os Estados Unidos deram início nesta segunda-feira (13), às 11h, ao bloqueio naval no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.

O início do bloqueio não foi anunciado de forma oficial pelos EUA, porém o Comando Central do Exército dos EUA já havia avisado que a ação teria início nesse horário.

Um alerta das Forças Armadas dos EUA a navios da região visto pela Reuters afirmou que os militares norte-americanos bloqueariam “todo o tráfego marítimo” no Golfo de Omã e no Mar Arábico —região que dá acesso ao Estreito de Ormuz e ao Golfo Pérsico.


Navios em portos do Irã terão período de tolerância para deixarem locais, diz agência marítima

Navios “neutros” comerciais estacionados em portos do Irã terão um período de tolerância concedido pelos EUA para deixarem os locais, confirmou a agência marítima do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) em alerta às embarcações.

“A UKMTO foi informada de que, a partir das 11h [horário de Brasília], estão sendo aplicadas restrições de acesso marítimo que afetam portos e áreas costeiras do Irã, incluindo locais ao longo do Golfo Pérsico, do Golfo de Omã e do Mar Arábico a leste do Estreito de Ormuz”, afirmou a agência em comunicado.

O alerta da UKMTO também confirmou informações dadas em um alerta das Forças Armadas dos EUA às embarcações, segundo a Reuters, como que o bloqueio naval abrange toda a costa iraniana, incluindo portos e infraestrutura energética.


Decisão ocorre após fracasso nas negociações

O bloqueio foi implementado após o colapso das negociações realizadas no fim de semana para encerrar o conflito envolvendo os Estados Unidos, aliados e o Irã.

O presidente Donald Trump já havia anunciado a medida como forma de pressionar Teerã, em meio a um cessar-fogo considerado frágil.

A trégua, que interrompeu semanas de ataques aéreos, corre risco de colapso, aumentando a preocupação com uma possível escalada militar na região.


Irã reage e ameaça retaliação

A resposta iraniana veio rapidamente. Autoridades do país classificaram a ação americana como “pirataria” e alertaram para possíveis retaliações.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou a medida ao comentar sobre o impacto nos preços da gasolina nos Estados Unidos.

Militares iranianos também emitiram alertas diretos, afirmando que qualquer ameaça aos portos do país poderia levar à insegurança em toda a região do Golfo.

Além disso, a Guarda Revolucionária do Irã declarou que a presença de embarcações militares próximas ao estreito pode ser considerada violação do cessar-fogo.


Petróleo dispara e mercado reage à crise

A decisão dos EUA já teve reflexos imediatos no mercado global.

Os preços do petróleo registraram forte alta na reabertura dos mercados, diante do temor de interrupções no fornecimento.

O Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do transporte mundial de petróleo, o que torna qualquer instabilidade na região um fator de impacto global.

Especialistas apontam que este pode ser um dos maiores choques recentes na cadeia de suprimentos de energia, caso o bloqueio se prolongue.


Conflitos paralelos aumentam instabilidade

Enquanto a crise se intensifica, outros focos de conflito seguem ativos na região.

Israel continua operações militares contra o grupo Hezbollah no Líbano, incluindo ofensivas terrestres no sul do país.

A divergência sobre o alcance do cessar-fogo também contribui para o cenário de incerteza, já que Estados Unidos e Israel afirmam que essas ações não fazem parte da trégua, enquanto o Irã sustenta o contrário.


Risco de escalada preocupa comunidade internacional

O bloqueio no Estreito de Ormuz coloca em alerta governos e mercados ao redor do mundo.

A possibilidade de retaliação iraniana e de expansão do conflito aumenta o risco de uma crise regional de maiores proporções, com impactos diretos na economia global e na segurança internacional.


O cenário segue em rápida evolução, com risco de agravamento nas próximas horas, dependendo das respostas militares e diplomáticas das partes envolvidas.

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