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Renan Santos critica proposta do fim da escala 6×1 e chama medida de “picaretagem populista”

Pré-candidato à Presidência afirmou durante evento com prefeitos em Brasília que proposta defendida pelo governo federal pode gerar impactos financeiros para municípios e classificou discussão como “medida eleitoreira”.


Renan Santos ataca proposta do fim da escala 6×1 durante Marcha dos Prefeitos

O coordenador do Movimento Brasil Livre e pré-candidato à Presidência, Renan Santos, criticou nesta quinta-feira (21) a proposta que prevê o fim da escala 6×1 no Brasil.

Durante participação na Marcha dos Prefeitos, realizada em Brasília, Renan classificou a medida como uma “picaretagem populista” articulada pelo governo federal em meio ao período pré-eleitoral.

Segundo o fundador do MBL, propostas trabalhistas como a redução da jornada semanal acabam gerando impactos diretos sobre as administrações municipais.

“A picaretagem populista do governo, como a escala 6×1, vai impactar vocês [prefeitos]. Essas políticas malandras acontecem muito em ano eleitoral”, declarou Renan durante a sabatina.

O evento reuniu prefeitos, vereadores e gestores públicos de diferentes regiões do país.


Pré-candidato afirma que não pretende “jogar problemas” para municípios

Ainda durante o encontro, Renan Santos afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende adotar uma relação diferente com as prefeituras.

Segundo ele, sua gestão priorizaria metas de desempenho e distribuição de responsabilidades compatíveis com o orçamento municipal.

“Não vou jogar problemas nos colos das prefeituras”, afirmou o pré-candidato.

Renan também disse que pretende premiar municípios que atingirem metas administrativas e punir aqueles que não apresentarem resultados.


Câmara acelera discussão sobre fim da escala 6×1

A proposta do fim da escala 6×1 ganhou força nas últimas semanas dentro da Câmara dos Deputados e conta com apoio do governo federal.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, defende que o texto seja votado até o final de maio.

O projeto prevê redução da jornada semanal de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial.

Atualmente, a proposta tramita em comissão especial da Câmara.


Principal impasse envolve regra de transição

Apesar da pressão para votação rápida, o relator do projeto, Léo Prates, afirmou que precisará de mais tempo para concluir o parecer final da proposta.

O principal ponto de divergência entre governo e oposição é a chamada regra de transição.

Enquanto integrantes do governo defendem que a mudança entre em vigor imediatamente após a aprovação do projeto, parlamentares da oposição querem um período gradual de adaptação, que pode chegar a quatro anos.

A discussão sobre os impactos econômicos da proposta tem dividido parlamentares, empresários e representantes de trabalhadores.


Renan Santos chama proposta de “medida eleitoreira”

Durante o discurso em Brasília, Renan Santos voltou a afirmar que a redução da jornada de trabalho possui caráter eleitoral.

Segundo ele, apesar da necessidade de melhorar condições para trabalhadores, o Brasil ainda enfrenta dificuldades estruturais que diferenciam o país de economias mais desenvolvidas.

O pré-candidato citou países europeus, como a Suécia, onde modelos de trabalho com escala 5×2 já são amplamente utilizados.

Para Renan, porém, a produtividade brasileira ainda não seria equivalente à desses países.

“Não falta compadecimento com o trabalhador, mas não dá para comparar a produtividade do Brasil com a da Suécia”, declarou.

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